Jiu-jitsu brasileiro é reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Pará
Lei sancionada pelo governador Helder Barbalho destaca a importância da arte marcial criada pelos irmãos Gracie e suas origens em Belém.
O governador Helder Barbalho sancionou a Lei nº 11.271, que reconhece o jiu-jitsu brasileiro como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará. A confirmação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (12). O projeto de lei, de autoria do deputado Fábio Freitas (Republicanos), valoriza a contribuição paraense na formação e difusão da modalidade, conhecida mundialmente como “arte suave”.
De acordo com o texto sancionado, “fica declarado como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará o jiu-jitsu brasileiro, também conhecido como arte suave, reconhecido como uma forma de expressão que reflete a identidade, a ação e a memória dos diferentes grupos sociais que constituem o povo brasileiro”. A lei entrou em vigor na data da publicação, 12 de novembro de 2025.
Embora tenha origem japonesa, o jiu-jitsu ganhou sua forma mais popular no Brasil, especialmente no Pará, onde o japonês Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma, chegou por volta de 1920. Hospedado por Gastão Gracie, Maeda ensinou as técnicas aos filhos do anfitrião, Hélio e Carlos Gracie, que adaptaram os movimentos e desenvolveram um estilo próprio, mais eficiente e estratégico, que se tornaria conhecido como jiu-jitsu brasileiro.
A partir dessas adaptações, a luta conquistou reconhecimento internacional e se tornou uma das bases do MMA moderno, além de ser amplamente praticada em academias e competições ao redor do mundo. Mais do que um esporte, o jiu-jitsu é símbolo de disciplina, superação e respeito, além de representar uma das maiores contribuições culturais do Pará para o cenário esportivo mundial.



