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Influenciadora Noelle Araújo critica depoimento de Virgínia Fonseca na CPI das Bets: “tiraria de letra”

Noelle Araújo, investigada por envolvimento com jogos de azar, criticou a fala da empresária no Senado e afirmou que "tiraria de letra" uma convocação semelhante

A influenciadora digital Noelle Araújo comentou, nesta semana, o depoimento de Virgínia Fonseca à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Apostas Esportivas, realizada no Senado na última terça-feira (13). A comissão investiga a atuação de influenciadores na divulgação de jogos de aposta online, os impactos dessas ações no orçamento de famílias brasileiras e possíveis vínculos com crimes financeiros, como lavagem de dinheiro.

Noelle, que responde a medidas cautelares impostas pela Justiça, foi uma das investigadas na operação Truque de Mestre, deflagrada em dezembro de 2023 pela Polícia Civil do Pará. Na ocasião, foi apontada como suspeita de envolvimento em um esquema de apostas ilegais na internet, com acusações de estelionato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o consumidor.

Em resposta a perguntas de seguidores nas redes sociais, a paraense disse que confia nos jogos que divulga e negou participação em fraudes. Sobre o depoimento de Virgínia, classificou como “fraco” e declarou: “tiraria de letra” se fosse convocada a depor.

Relação entre influenciadores e jogos de azar

A convocação de Virgínia Fonseca foi solicitada pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que justificou a decisão com base na grande audiência da influenciadora nas redes sociais. Segundo o requerimento apresentado, Virgínia teria usado sua base de seguidores para divulgar casas de apostas em campanhas publicitárias.

Já Noelle foi presa em Belém durante a operação Truque de Mestre. A investigação apontou que ela e outros influenciadores digitais atuavam na promoção de jogos de azar online. De acordo com a polícia, os investigados recebiam pagamentos por cada novo apostador atraído pelas redes sociais.

Segundo o delegado Daniel Castro, da Diretoria de Polícia Metropolitana do Pará, a dinâmica envolvia pagamentos de R$ 1 mil por cada 100 novos usuários recrutados. Em um dos casos, a movimentação financeira individual ultrapassou R$ 20 milhões, segundo os dados da investigação. Parte do grupo teria investido os recursos em imóveis de alto padrão e veículos de luxo.

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