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Hezbollah amplia conflito entre EUA, Israel e Irã e tensão se espalha pelo Oriente Médio

Ataques atingem Irã, Líbano, Kuwait, Arábia Saudita e bases no Mediterrâneo; mercado reage com alta do petróleo

A entrada do Hezbollah no confronto envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã ampliou o alcance regional da guerra iniciada no sábado (28). Nesta segunda-feira (2), o governo israelense informou que manterá as operações militares e reforçou a presença na fronteira norte.

Durante a madrugada, o Hezbollah lançou foguetes e drones contra o norte de Israel. Em resposta, as Forças de Defesa de Israel realizaram bombardeios em áreas do Líbano. Autoridades locais relataram ao menos 31 mortes.

Ataques em diferentes países

O Irã voltou a ser alvo de bombardeios. Segundo balanços divulgados por fontes locais, o número de mortos no país chegou a 555 desde o início da ofensiva. Também houve registros de ataques e incidentes no Kuwait, incluindo alertas de segurança à população.

Na Arábia Saudita, o complexo de Ras Tanura, uma das principais refinarias do país, foi atingido por destroços de drones após interceptações aéreas, provocando paralisação temporária das operações. Explosões também foram relatadas em cidades como Doha, Abu Dhabi e Dubai.

No Mediterrâneo, um drone iraniano atingiu a base britânica de Akrotiri, em Chipre. Não houve registro de feridos. O Reino Unido informou que não participa diretamente da ofensiva, mas confirmou ações defensivas em instalações sob sua responsabilidade.

Posição de líderes e impacto global

O presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declararam que a operação tem como objetivo impedir o avanço do programa nuclear iraniano. O governo iraniano, por sua vez, adotou medidas internas após a morte do líder supremo Ali Khamenei no primeiro dia dos ataques.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, passou a ser considerado alvo militar. Já o Exército israelense informou que enviou reforços ao norte do país, descartando, neste momento, nova incursão terrestre.

O conflito provocou reflexos no mercado internacional. O preço do barril do petróleo Brent registrou alta diante de confrontos navais próximos ao estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

Reações internacionais

O governo do Qatar afirmou que ataques a sua infraestrutura não podem ficar sem resposta, embora defenda solução negociada. O Ministério das Relações Exteriores da França e a Agência Internacional de Energia Atômica declararam que a ofensiva deveria ter sido discutida em âmbito internacional antes de ser iniciada.

A guerra segue sem resolução diplomática anunciada até o momento, com operações militares em diferentes frentes do Oriente Médio.

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