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EUA aplicam sanção a empresas chinesas por violações de direitos humanos

As autoridades chinesas há muito defendem a repressão em Xinjiang como sendo necessária, para combater o extremismo. “Os EUA abusam das medidas de controle de exportação, sob o pretexto dos chamados direitos humanos”, disse Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do governo chinês, nesta terça-feira. “Isso viola as normas básicas das relações internacionais, interfere nos assuntos internos e prejudica os interesses da China”.

Em outubro passado, os Estados Unidos já haviam sancionado 28 empresas da região de Xinjiang pelo mesmo motivo. As tensões entre os dois países aumentam há meses. O governo americano tenta encurralar as empresas chinesas no desenvolvimento e participação de cadeias globais. O Departamento de Estado lançou uma ofensiva contra a Huawei para venda de equipamentos de telefonia 5G e faz ataques públicos à rede social TikTok, aplicativo que faz sucesso entre os jovens. Nos dois casos, alega que as empresas compartilham dados com o governo comunista chinês. 

Nas últimas semanas, Washington também intensificou seus esforços para sancionar bens chineses produzidos com trabalho forçado. Em 1º de julho, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA apreendeu 13 toneladas de cabelo humano em produtos originários de Xinjiang. Uma semana depois, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra quatro funcionários do Partido Comunista Chinês e o Departamento de Segurança Pública de Xinjiang por violações dos direitos humanos contra muçulmanos uigures e outras minorias étnicas.

Washington não detalhou quais empresas americanas negociam com as empresas chinesas sancionadas. Mas algumas das marcas mais conhecidas do mundo, como Apple, Calvin Klein e Nike, entre outras, fizeram parceria com algumas das companhias incluídas na lista. Um relatório que examinou o uso de mão-de-obra uigur na China, publicado em junho pelo Australian Strategic Policy Institute, informa que essas pessoas estavam “trabalhando em fábricas que estão nas cadeias de suprimentos de pelo menos 83 marcas globais conhecidas nos setores de tecnologia, vestuário e automotivo”.

Fonte VEJA

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