O agronegócio continua avançando no Pará. O levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que a colheita de cereais, leguminosas e oleaginosas será 17% maior este ano que em relação a 2020.
A expectativa para o crescimento das commodities será de 3,33 milhões de toneladas, quase meio milhão acima do registrado em 2020, de 2,846 milhões. Neste grupo, a soja terá um avanço de 17,6%, passando de 1,862 milhão de toneladas para 2,189 milhões. A segunda safra de milho avançou 36,6%, passando de 339 mil toneladas em 2020 para uma expectativa de 463 mil toneladas este ano.
Já a tradicional produção de mandioca, fundamental para a produção de farinha, tucupi, goma e farinha de tapioca, itens indispensáveis na gastronomia paraense, avançará de 3,813 milhões de toneladas para 3,94 milhões, crescimento de 3,3%.
A produção de banana crescerá para 415 mil toneladas, sendo que no ano passado foi de 407 mil toneladas. No entanto, a safra de cana-de-açúcar deve encolher de 1,061 milhão de tonelada para 1,058 milhão este ano.
Exportações de soja – Na primeira metade de 2021, o Pará embarcou ao exterior 1,297 milhão de toneladas de soja, o que fez gerar recursos na ordem de 506,44 milhões de dólares. A soja é, hoje, o terceiro principal produto da cesta comercial paraense, depois do minério de ferro e do cobre.
Os municípios paraenses que mais se destacam na comercialização de soja com o exterior estão na região Sudeste e Oeste do Pará. Santana do Araguaia e Santarém ultrapassaram Paragominas, pela primeira vez essas cidades tomaram a dianteira da exportação de soja. Confira o ranking:
1º Santana do Araguaia: 160,86 milhões de dólares
2º Santarém: 153,54 milhões de dólares
3º Paragominas: 138,18 milhões de dólares
4º Barcarena: 76,57 milhões de dólares
5º Redenção: 64,37 milhões de dólares
6º Dom Eliseu: 6,56 milhões de dólares



