Levantamento com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostra que, desde 2012, Manaus não registra volume anual de passageiros superior ao de Belém. As informações, organizadas pelo perfil Amazônia Urbana, consideram a movimentação aeroportuária entre 2010 e 2025.
Para garantir comparabilidade técnica, foram utilizados exclusivamente dados abertos da ANAC, que aplica metodologia padronizada para todos os aeroportos do país — diferentemente de concessionárias privadas, que podem adotar critérios próprios de contabilização.

O que mostram os números
De acordo com a série histórica:
- 2010 e 2011: Manaus apresentou maior movimentação anual de passageiros.
- 2012 a 2025: Belém registrou volumes superiores na maior parte do período, mantendo a liderança nos dados mais recentes.
Um dado que chama atenção é que, mesmo em 2014, ano em que Manaus foi uma das cidades-sede da Copa do Mundo, Belém manteve movimentação anual maior, indicando demanda estrutural consistente na capital paraense.
Impacto da crise e da pandemia
Assim como ocorreu no restante do país, ambas as capitais sentiram os efeitos da crise econômica de 2015–2016, período em que houve retração no número de passageiros.
Em 2020, com a pandemia de Covid-19, os dois aeroportos registraram queda acentuada, ficando abaixo da marca de 2 milhões de passageiros no ano.

Retomada pós-pandemia
No período de recuperação:
- Belém voltou a superar a marca de 3 milhões de passageiros já em 2022 e alcançou recorde histórico em 2024.
- Manaus retomou crescimento consistente e voltou ao patamar acima de 3 milhões em 2025, nível que não registrava desde 2016.
Os dados indicam que, no cenário amazônico, Belém mantém liderança na movimentação de passageiros há mais de uma década, enquanto Manaus apresenta recuperação gradual após os impactos econômicos e sanitários dos últimos anos.



