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Desabamento de ponte no Maguari altera trânsito e afeta rotina de moradores em Ananindeua

Estrutura cedeu após fortes chuvas e bloqueio mudou circulação de ônibus, carros e pedestres na região do Curuçambá

O desabamento parcial da ponte sobre o rio Maguari, em Ananindeua, segue causando transtornos para moradores, trabalhadores e usuários do transporte público que dependem diariamente da ligação entre a avenida Cláudio Sanders, a estrada do Maguari e o bairro do Curuçambá.

A estrutura apresentou problemas após as fortes chuvas registradas em abril e precisou ser interditada, alterando completamente o fluxo de veículos em uma das áreas mais movimentadas do município. Com o bloqueio, ônibus, carros e motocicletas passaram a utilizar rotas alternativas, como a estrada do Curuçambá e a rua Quinta das Carmelitas, provocando aumento no trânsito e maior tempo de deslocamento.

Para minimizar os impactos da interdição, foi improvisada uma passarela de madeira sobre o canal, utilizada principalmente por pedestres e ciclistas. Mesmo assim, moradores afirmam que os transtornos permanecem intensos, principalmente nos horários de pico.

O pensionista Jairo Augusto de Sousa, de 65 anos, afirma que a interdição alterou completamente sua rotina diária. Segundo ele, antes era possível atravessar diretamente pela ponte para chegar rapidamente ao local onde trabalha, mas agora o trajeto exige desvios mais longos.

“Alterou bastante a nossa rotina. Antes passava direto por aqui, era bem próximo. Agora tenho que fazer retorno em outra pista”, relatou.

Jairo também demonstrou preocupação com a demora da obra e afirmou que a região sofre historicamente com problemas de drenagem e alagamentos durante o inverno amazônico.

“Tem que fazer uma obra maior, alargar a ponte e melhorar a drenagem. Quando chove forte fica tudo transbordando porque é muita água que desce”, afirmou.

O pintor Lucivaldo Santos, de 52 anos, também destacou os impactos causados pela interdição. Para ele, o bloqueio prejudica não apenas moradores, mas também empresas e trabalhadores que dependem da via diariamente.

“Essa é uma via de acesso muito importante. O trânsito ficou mais caótico e os trajetos ficaram maiores”, disse.

Ciclista, Lucivaldo afirmou que ainda consegue utilizar caminhos alternativos e atravessar pela passarela improvisada, mas reconhece que a situação é mais complicada para quem depende de carro ou ônibus.

O morador relembrou ainda que uma obra para construção de uma nova ponte chegou a ser iniciada em uma gestão anterior, mas não teria sido concluída. Segundo ele, uma estrutura paralela de madeira chegou a ser construída para desviar o trânsito durante os serviços, mas acabou deteriorada com o tempo.

“Essa ponte já estava comprometida há muito tempo. Fizeram uma estrutura paralela para começar a obra, mas ela nunca foi concluída”, contou.

Em nota, a Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saneamento e Infraestrutura (Sesan), informou que a obra segue dentro do cronograma previsto. Segundo o município, as equipes atuam na retirada da estrutura antiga para instalação de novas tubulações e estacas, buscando garantir mais segurança e durabilidade à via.

A Prefeitura também informou que realizou manutenção nas rotas alternativas e construiu uma ponte provisória para garantir a travessia de pedestres durante a execução das obras. Empresas de transporte e motoristas foram orientados a utilizar acessos pela rua Quinta das Carmelitas, avenida Independência, estrada do Curuçambá e estrada do Maguari.

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