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Conta de luz pode ficar mais cara no Pará; Aneel define reajuste na próxima semana

Novo índice tarifário da Equatorial Pará começa a valer em 7 de agosto e ainda está sendo analisado pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

Os consumidores paraenses devem conhecer na próxima semana o novo reajuste da tarifa de energia elétrica da Equatorial Pará. O percentual será definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e passará a valer a partir do dia 7 de agosto, data que marca o aniversário do contrato de concessão da distribuidora no estado.

Enquanto o índice final ainda está em análise, o Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Pará (Concepa) informou que acompanha o processo junto à Aneel e tenta reduzir o impacto do aumento para os consumidores.

Segundo Carlindo Lins, consultor do Concepa, o Pará historicamente registra uma das tarifas de energia mais elevadas do país devido às características da região.

“O Pará sempre liderou com a maior tarifa do país, por conta da estrutura tarifária que existe e das características do nosso estado, pela sua dimensão”, afirmou.

De acordo com o representante do conselho, fatores como grandes distâncias, dificuldades de acesso e altos custos de manutenção da rede elétrica na Amazônia influenciam diretamente no valor cobrado dos consumidores.

“É dispendioso manter esse sistema aqui funcionando com deslocamentos de avião e estradas muitas vezes mal conservadas”, explicou.

Impacto na economia

O Concepa também alerta que o aumento da tarifa afeta não apenas o orçamento das famílias, mas também a competitividade econômica do estado.

Segundo Carlindo Lins, o custo elevado da energia dificulta a instalação de novos empreendimentos industriais no Pará, mesmo sendo um estado rico em recursos naturais.

“Nós somos um estado rico, com a maior província mineral do mundo, mas a tarifa de energia trava a instalação de empreendimentos”, destacou.

O conselho afirma que busca evitar um reajuste elevado, argumentando que aumentos expressivos podem ampliar a inadimplência e estimular ligações clandestinas de energia.

Reajustes variam pelo país

Ao longo de 2026, diversas distribuidoras brasileiras tiveram reajustes autorizados pela Aneel. Entre eles:

  • Neoenergia Pernambuco: 4,25%;
  • Neoenergia Coelba (Bahia): 5,85%;
  • Energisa Mato Grosso do Sul: 12,11%;
  • CPFL Paulista: 12,13%;
  • Roraima Energia: 24,13%.

O percentual que será aplicado à tarifa da Equatorial Pará ainda não foi divulgado oficialmente pela Aneel.

Procurada para comentar as expectativas sobre o reajuste e os investimentos realizados na rede de distribuição, a Equatorial Pará não se manifestou até o fechamento da reportagem.

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