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Conheça os maiores arranha-céus da Região Norte; Belém aparece duas vezes na lista

Belém tem dois dos dez prédios mais altos da Região Norte; Palmas lidera ranking

Um levantamento divulgado pela página Amazônia Urbana revela uma mudança no cenário da verticalização urbana da Região Norte. A lista dos dez edifícios mais altos da região é dominada por empreendimentos localizados em Palmas, capital do Tocantins, que reúne sete dos dez projetos presentes no ranking.

O destaque principal é o Urban Haute, empreendimento previsto para atingir 245 metros de altura, tornando-se o edifício mais alto da Região Norte. Na sequência aparecem o Excalibur, com 200 metros, e o Fama Heritage, cuja altura projetada varia entre 155 e 165 metros, dependendo da configuração final da construção.

Belém surge na lista com dois empreendimentos. O edifício Legacy ocupa a oitava colocação, com 148 metros de altura, enquanto o Iconiq aparece na décima posição, alcançando 140 metros. Os projetos refletem o avanço da verticalização na capital paraense, especialmente em áreas que concentram novos investimentos imobiliários voltados para os segmentos de médio e alto padrão.

O levantamento também chama atenção pelo fato de outras capitais da Região Norte não aparecerem entre as maiores estruturas listadas. Cidades como Manaus, tradicionalmente associadas ao desenvolvimento econômico regional, não possuem empreendimentos figurando entre os dez mais altos do ranking apresentado.

A predominância de Palmas pode ser explicada pelo recente crescimento do mercado imobiliário local. Planejada e construída no final do século XX, a capital tocantinense tem registrado expansão urbana acelerada e atraído investimentos em empreendimentos residenciais e comerciais de grande porte.

Em Belém, embora a verticalização seja uma característica presente há décadas em alguns bairros, especialmente nas áreas centrais e na região da Doca, os novos projetos mostram uma tendência de construções cada vez mais altas, acompanhando movimentos observados em outras capitais brasileiras.

Além da disputa por altura, os empreendimentos costumam incorporar soluções tecnológicas, áreas de lazer ampliadas e conceitos arquitetônicos voltados para sustentabilidade e eficiência energética. Com isso, a construção de arranha-céus passou a representar não apenas crescimento urbano, mas também uma estratégia de valorização imobiliária e modernização das paisagens urbanas da Região Norte.

O levantamento evidencia que, apesar de não liderar o ranking, Belém mantém presença entre os maiores edifícios da Amazônia brasileira e segue acompanhando a tendência de verticalização observada em grandes centros urbanos do país.

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