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Cantores da Amazônia criticam exclusão da região no prêmio Multishow: “o Norte não existe pro Multishow”

O desabafo da cantora paraense Aíla vem repercutindo entre o meio artístico local. Em suas redes sociais, a cantora criticou a falta de representatividade e o olhar sobre a produção musical da região Amazônica no prêmio Multishow, realizado na noite desta quarta-feira, 08, no Rio de Janeiro.

Focado em premiar a produção musical nacional, ao estilo MTV Miaw, a premiação focou na panelinha do eixo Rio-São Paulo que dominam a premiação, dando algum espaço para artistas da região Nordeste do Brasil e do sertanejo de Goiás.

“Uma dúvida: existe algum artista da Amazônia vencedor do Prêmio Multishow 2021?”, iniciou o questionamento. “Por que a Amazônia, esse lugar tão rico pela sua biodiversidade, e também pela sua cultura, não é considerada de fato dentro do cenário musical do pop brasileiro?”

Outros artistas paraenses de renome nacional, como Fafá de Belém e Gaby Amarantos, endossaram a crítica e os questionamentos da cantora Aíla.

“Como falamos, querida Aíla, somos invisíveis! Musicalmente, politicamente e por aí vai. Só rola se formos adereço…”, reverberou Fafá de Belém.

A cantora Gaby Amarantos complementou: “O Norte não existe pro Multishow que bom que vc tocou nesse assunto pq canso de dizer isso o tempo todo!”.

“Essa “cegueira” dos curadores reflete um pensamento antigo, se algum gringo por acaso descobre nossa produção, a coisa muda de figura, por exemplo”, disse Alaide Negão.

Já Keila Gentil, ex-Gang, lembrou do produtor musical Miranda, enorme defensor da música brasileira feita na Amazônia: “Infelizmente com a perda do grande Miranda que batia o pé pelo eixo defendendo música do norte (poise ele gaúcho, acredito que nunca tivemos de fato nenhum júri da Amazônia). A Gang do Eletro tem dois 2012 e 2013 mas quanto tempo isso faz? depois disso nossa música continuou existindo, só crescendo e evoluindo, na época pra mim parecia a derrubada de uma grande barreira mas hj parece que nada aconteceu, as portas continuam fechadas. Um absurdo que com tanta potência musical a gente continue invisível. Temos que unir e gritar mesmo, já chega de segregação. Somos música Brasileira”, finalizou.

Neste ano, apenas uma artista da Amazônia participou e foi premiada. A drag maranhense Pabllo Vittar ganhou na categoria “Álbum do ano” com Batidão Tropical, que trouxe vários músicas regravadas de bandas e artistas locais como Companhia do Calypso, Manu Batidão e Banda Ravelly.

Confira o desabafo de Aíla:

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