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Bispo do Marajó é nomeado para secretaria do Vaticano dedicada ao diálogo entre religiões

Dom Teodoro Mendes Tavares, da Diocese de Ponta de Pedras (PA), passa a integrar o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, órgão da Santa Sé responsável por promover a paz e a convivência entre diferentes crenças

O bispo da Diocese de Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó (PA), Dom Teodoro Mendes Tavares, foi nomeado pelo Papa Leão XIV como novo membro do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, um dos principais órgãos do Vaticano responsáveis pela promoção da convivência pacífica entre diferentes religiões ao redor do mundo.

A informação foi divulgada pela Santa Sé nesta quinta-feira (3). Natural de Cabo Verde, país africano de língua portuguesa, Dom Tavares pertence à Congregação dos Missionários do Espírito Santo e atua há décadas na Amazônia. Desde 2023, ele também preside a Comissão para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Trajetória amazônica

Dom Teodoro chegou ao Brasil como missionário em 1994, após ser ordenado sacerdote um ano antes. Atuou por 16 anos na Prelazia de Tefé, no Amazonas, onde exerceu diferentes funções pastorais. Em 2011, foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Belém pelo então Papa Bento XVI, cargo em que colaborou com Dom Alberto Taveira Corrêa por quatro anos.

Em 2015, foi nomeado bispo coadjutor de Ponta de Pedras pelo Papa Francisco e, desde então, é uma das principais vozes da Igreja na região marajoara, reconhecido pelo trabalho social, pastoral e de promoção do diálogo inter-religioso.

Reconhecimento internacional

Ao lado de Dom Teodoro, outros 20 líderes religiosos de diferentes países também foram nomeados para compor o Dicastério. Entre eles estão nomes como o Cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca de Jerusalém dos Latinos, e arcebispos de países como Japão, Irã, Reino Unido, Canadá, Tailândia e África do Sul.

A presença de Dom Teodoro no grupo marca mais um passo da Igreja brasileira na cena internacional, especialmente em um momento em que a Amazônia, a fé e o diálogo inter-religioso ganham destaque nas discussões globais, como será o caso da COP 30, que acontecerá em Belém no final do ano.

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