Belém foi escolhida para receber um dos mais novos investimentos em infraestrutura tecnológica do país. A Elea Data Centers anunciou a construção do BEL1, um data center voltado ao processamento de aplicações de inteligência artificial, com investimento inicial de R$ 250 milhões.
A unidade terá capacidade inicial de 7,5 megawatts (MW) e previsão de início das operações no segundo trimestre de 2027. Segundo a empresa, o projeto foi concebido para crescer em etapas e poderá alcançar, futuramente, até 100 MW de capacidade instalada.
A implantação ficará sob responsabilidade da própria Elea, enquanto o fornecimento de energia renovável será realizado pela AXIA Energia. A empresa também participará dos estudos necessários para atender às futuras ampliações do empreendimento.
O data center será construído próximo à subestação de alta tensão Miramar, em Belém. A localização foi escolhida para facilitar o fornecimento de energia e permitir a expansão da estrutura ao longo dos próximos anos.
De acordo com a Elea, a capacidade inicial já possui demanda contratada por clientes de grande porte, embora a empresa ainda não tenha divulgado quais organizações utilizarão a infraestrutura.
Além da disponibilidade de energia, outro fator decisivo para a escolha da capital paraense foi sua posição estratégica na infraestrutura de conectividade da Amazônia.
Belém integra o programa Norte Conectado, que amplia a rede de fibra óptica na região por meio das infovias instaladas nos rios amazônicos. A cidade também vem ganhando importância como rota complementar para o tráfego internacional de dados, reduzindo a concentração da infraestrutura atualmente existente em Fortaleza, principal ponto brasileiro de chegada de cabos submarinos.
Segundo a empresa, essa combinação entre energia renovável, conectividade e localização estratégica fortalece o potencial de Belém para receber empreendimentos voltados à economia digital e à inteligência artificial.
O projeto começou a ser estruturado em 2024, após a confirmação de Belém como sede da COP30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.
Com a nova unidade, a Elea amplia sua presença nacional. Atualmente, a companhia opera nove data centers distribuídos entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Porto Alegre, além de desenvolver outros projetos voltados à infraestrutura para inteligência artificial.
Embora os impactos em geração de empregos ainda não tenham sido detalhados, empreendimentos desse porte costumam criar vagas durante as fases de construção, implantação e operação, além de estimular novos investimentos em tecnologia e serviços especializados.



