
Belém está sem novos casos confirmados de sarampo há 12 semanas. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), o último caso confirmado laboratorialmente entre os residentes da cidade ocorreu na semana epidemiológica 39, período entre 20 a 26 de setembro, no bairro do Telégrafo. A partir dessa semana, então, é contado o tempo, em semanas, sem novos casos confirmados da doença. O que significa que não houve registros até a última quarta-feira (16).
No entanto, de acordo com a enfermeira Eula Neves, da Vigilância Epidemiológica da Sesma, há casos suspeitos que aguardam o resultado laboratorial. Ela destaca que é importante lembrar que o sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata. “Quer dizer que todo caso, ainda que suspeito, deve ser notificado. Quando o profissional da saúde atende uma pessoa com sintomas característicos, ainda que ele dê um diagnóstico clínico, a princípio, ele deve notificar a Sesma”.
Diante de casos suspeitos, a Vigilância Epidemiológica toma as medidas de prevenção e controle imediatamente. “Quando há febre, manchas no corpo (que começam pela cabeça e se espalham) e mais sintomas respiratórios, que podem ser tosse, coriza, nariz escorrendo ou olhos avermelhados. Após a notificação, é feita uma investigação imediata juntamente com um bloqueio vacinal nos locais onde a pessoa doente passou no período de transmissibilidade”, explicou Eula.
Em 2020, já foram confirmados 1.246 casos de sarampo na capital paraense. Dentre eles, ocorreram dois óbitos de crianças com menos de dois anos. “Crianças que se encontravam em estado de desnutrição, um dos agravantes para evolução grave”, detalhou a enfermeira.
A campanha para a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba, segue estendida até 20 de dezembro no Pará. A disponibilização é feita nas Unidades Básicas de Saúde dos 144 municípios paraenses. Independentemente da campanha, com público-alvo de 20 a 49 anos de idade, a vacina está disponível para as crianças a partir dos seis meses e para pessoas até 49 anos, dentro do calendário básico de vacinação, nas unidades básicas de saúde.
Fonte O Liberal



