Um ato público será realizado em Belém após a repercussão do caso em que um estudante foi flagrado agredindo um homem em situação de rua com uma arma de choque.
A mobilização está marcada para quarta-feira (15), às 9h, na avenida Alcindo Cacela, no bairro do Umarizal, em frente ao Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), onde ocorreu o episódio.
Mobilização por justiça
Convocado por movimentos sociais e coletivos, o ato tem como objetivo cobrar a responsabilização dos envolvidos e chamar atenção para a violência contra pessoas em situação de vulnerabilidade.
Os organizadores afirmam que a manifestação também busca denunciar a desumanização e o racismo estrutural enfrentados por essa população, além de reforçar que situações como essa não devem ser tratadas como brincadeira ou normalizadas.
Caso gerou indignação
O protesto foi articulado após a ampla circulação de vídeos nas redes sociais que mostram o momento da agressão, gerando forte indignação e pressão por respostas das autoridades.
O caso ocorreu na manhã de segunda-feira (13), nas proximidades da avenida Alcindo Cacela. As imagens mostram a vítima sendo atingida por descargas elétricas enquanto caminhava, sem reagir.
O principal suspeito seria um estudante do Cesupa, que aparece nas gravações utilizando o dispositivo.
Reação e investigação
Testemunhas relataram que a ação aconteceu de forma repentina. Há suspeita de que o episódio possa ter sido motivado por um suposto “desafio” entre estudantes, hipótese que ainda não foi confirmada oficialmente.
Após a agressão, entregadores de aplicativo que estavam no local teriam tentado alcançar os envolvidos. Os estudantes correram e buscaram abrigo dentro da universidade.
A Polícia Militar do Pará foi acionada, apreendeu a arma de choque e conduziu um dos suspeitos à delegacia. Ele prestou depoimento e foi liberado.
A Polícia Civil do Pará informou que o caso foi registrado e segue em investigação.
Atendimento à vítima
A vítima foi localizada e encaminhada ao Espaço Acolher, serviço municipal voltado à assistência de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Em nota, o Cesupa informou que afastou os alunos envolvidos e abriu procedimento interno para apurar os fatos. O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público Federal, que solicitou informações à instituição.



