O contingente de mulheres aptas a participar das eleições municipais de 2024 ultrapassou a marca dos 3 milhões, gerando uma discrepância de 80 mil votantes entre os gêneros no Estado do Pará. Contudo, persiste a sub-representação feminina nos cenários políticos regionais. Especialistas apontam a falta de estímulo e a sobrecarga de responsabilidades diárias como fatores determinantes para o afastamento das mulheres da esfera política.
Embora constituam a maioria em diversos aspectos em todo o país, a disparidade é notória nos números de filiações partidárias no Estado paraense. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 600 mil mulheres estão filiadas a partidos no Pará, representando apenas 47% das filiações, enquanto o eleitorado feminino corresponde a 50%.
Adicionalmente, a representação feminina na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) limita-se a 17% das 42 cadeiras do parlamento, mesmo diante de políticas afirmativas que asseguram vagas e recursos para campanhas.
CONQUISTAS
As políticas afirmativas foram estabelecidas por legislação em 1998, impondo a obrigatoriedade de no mínimo 25% de candidaturas femininas nas disputas proporcionais. Esse percentual aumentou para 30% em 2000, embora as siglas não fossem obrigadas a distribuir equitativamente os recursos entre os concorrentes.



