BELÉM

Sesma monitora morcegos em Belém para identificar circulação do vírus da raiva

Capturas são realizadas à noite em áreas estratégicas da capital; vigilância ganhou atenção após confirmação de morcego infectado no bairro do Jurunas

A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) realiza ações de captura e monitoramento de morcegos para investigar a circulação do vírus da raiva na capital paraense. O trabalho é conduzido pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) e integra o Programa de Vigilância da Raiva, que busca identificar precocemente a presença do vírus e prevenir a transmissão para animais domésticos e seres humanos.

As capturas ocorrem durante a noite, em locais previamente definidos pelas equipes, principalmente áreas com vegetação abundante, árvores frutíferas e possíveis abrigos para os animais. Para isso, são instaladas redes de neblina em pontos estratégicos. Após a captura, os morcegos passam por identificação da espécie, sexo e hábito alimentar. Parte das amostras é encaminhada ao Instituto Evandro Chagas (IEC) para análises laboratoriais.

O monitoramento ganhou atenção após a confirmação de um caso de raiva em um morcego encontrado no bairro do Jurunas. O animal foi recolhido em 25 de setembro, na Rua dos Tamoios, próximo à Avenida Bernardo Sayão, e o resultado positivo foi divulgado no início de outubro. Em resposta, a Sesma organizou uma força-tarefa para investigar possíveis contatos com pessoas e outros animais e reforçar a prevenção em um raio de 500 metros do local.

Segundo informações divulgadas pela prefeitura em agosto, Belém não registrava há mais de 20 anos transmissão da raiva por morcegos. A vigilância, porém, continua devido à participação desses animais na circulação do vírus em diferentes regiões do país. A presença de morcegos em seu habitat natural, por si só, não significa que estejam infectados.

A orientação é não tocar nem tentar capturar morcegos encontrados caídos, mortos ou com comportamento incomum. Em caso de contato direto, a recomendação é lavar imediatamente o local com água e sabão por cerca de 15 minutos e procurar um serviço de saúde para avaliação. Se um cão ou gato tiver contato com o animal, o responsável deve buscar orientação da Unidade de Vigilância de Zoonoses e manter a vacinação antirrábica dos pets em dia.

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