PF investiga esquema de fraudes bancárias que teria movimentado R$ 3 milhões no Pará
Operação Clones II cumpre medidas judiciais contra cinco investigados em Belém e Ananindeua; apuração envolve documentos falsos, créditos irregulares e suspeita de lavagem de dinheiro

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação Clones II para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro no Pará. A apuração aponta que as irregularidades teriam movimentado cerca de R$ 3 milhões e envolve cinco investigados em Belém e Ananindeua, na Região Metropolitana.
Durante a operação, os policiais cumprem medidas cautelares autorizadas pela Justiça Federal, incluindo mandados de busca e apreensão, acesso a dados de dispositivos eletrônicos, sequestro de bens e afastamento cautelar de função pública. A investigação apura a possível participação de um servidor público federal e de pessoas ligadas a ele na obtenção de vantagens econômicas ilícitas.
O caso teve início após a identificação de saques indevidos de valores pertencentes a uma correntista falecida, realizados com o uso de documentação falsa. A partir desse episódio, os investigadores identificaram indícios de obtenção irregular de créditos e movimentação de recursos em benefício dos suspeitos.
A Polícia Federal também apura se informações bancárias privilegiadas foram utilizadas para viabilizar as operações e se houve ocultação de patrimônio por meio de terceiros e aquisição de bens supostamente incompatíveis com a renda formal dos investigados.
Os envolvidos poderão responder, conforme a participação de cada um e os resultados da investigação, por suspeitas de estelionato, falsificação de documento público, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Até o momento, as informações divulgadas pela PF não indicam prisões relacionadas à operação. A investigação busca esclarecer a extensão das possíveis fraudes e individualizar as condutas.



