Uma harpia foi flagrada durante um episódio de predação de um macaco-guariba, também conhecido como bugio, em uma área remota da Amazônia paraense. O registro ocorreu durante uma expedição de campo realizada pelo biólogo Will Pessoa e sua equipe.
Segundo o relato, o encontro aconteceu de forma inesperada. Os pesquisadores retornavam de um ponto de pesquisa quando perceberam a presença da grande ave de rapina entre as árvores.
Ao se aproximarem, constataram que havia um macaco-guariba no local. A harpia havia deixado o animal no chão, mas continuava circulando pela área.
Diante da possibilidade de a ave retornar, os pesquisadores decidiram deixar uma câmera trap nas proximidades. O equipamento, utilizado para monitoramento da fauna, possui sensor capaz de ser acionado automaticamente quando detecta movimento.
A câmera foi posicionada próxima ao local e configurada para registrar vídeos com som. A sensibilidade do sensor também foi ajustada para aumentar as chances de captar qualquer movimentação na região.
A estratégia tinha como principal objetivo registrar o possível retorno da harpia para buscar a presa deixada na floresta.
O resultado foi o registro de imagens que documentam o comportamento da ave em seu ambiente natural, em uma área de difícil acesso da Amazônia paraense.
O flagrante chama atenção não apenas pela presença da harpia, uma das maiores aves de rapina do mundo, mas também pelo método utilizado pelos pesquisadores para acompanhar e registrar a fauna em áreas remotas da floresta amazônica.



