
O Governo do Pará informou que os casos de pirataria registrados nos rios paraenses tiveram redução de 55,49% nos últimos cinco anos. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), que relaciona a queda nos índices ao funcionamento das Bases Fluviais Integradas implantadas em regiões estratégicas do estado.
Segundo o balanço, em 2020 foram registradas 182 ocorrências envolvendo ataques a embarcações e comunidades ribeirinhas. Já em 2025, o número caiu para 81 casos.
A Segup também informou que houve redução de 10,98% nas ocorrências entre 2024 e 2025. De acordo com o órgão, nos últimos três anos não foram registrados casos de latrocínio — roubo seguido de morte — nas áreas monitoradas pelas bases fluviais.
Bases fluviais ampliaram fiscalização nos rios
Os investimentos do governo estadual em segurança hidroviária somam cerca de R$ 25 milhões nos últimos quatro anos. Atualmente, o Pará conta com três Bases Fluviais Integradas em funcionamento.
A primeira unidade entregue foi a Base Antônio Lemos, instalada em 2022 no distrito de Antônio Lemos, em Breves, no Arquipélago do Marajó. Em 2024, foi inaugurada a Base Candiru, localizada no estreito de Óbidos. Já a Base Baixo Tocantins começou a operar neste ano em Abaetetuba.
Segundo a Segup, as estruturas atuam em rotas de grande circulação de passageiros e cargas, consideradas áreas com maior incidência de ataques criminosos nos rios.
Monitoramento conta com embarcações blindadas e radares
Cada base reúne equipes integradas da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros, Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), além de servidores da Secretaria da Fazenda e da Receita Federal.
As operações utilizam sete lanchas, sendo quatro blindadas, equipadas com radares, câmeras termais e sistemas de comunicação digital. As embarcações conseguem operar durante o dia e à noite em áreas de difícil acesso.
As bases também contam com rádios marítimos, monitoramento por câmeras e canais de comunicação para recebimento de denúncias feitas por comunidades ribeirinhas.
Moradores relatam mudança na rotina das comunidades
Moradores de regiões próximas às bases afirmam que a presença permanente das forças de segurança alterou a rotina nas comunidades ribeirinhas.
O pescador Manoel José, morador de uma área próxima à Base Baixo Tocantins, relatou que embarcações menores eram alvo frequente de criminosos antes da instalação da unidade.
Outro morador da região, João Batista, afirmou que passageiros e trabalhadores do transporte fluvial passaram a ter maior sensação de segurança após o reforço das operações nos rios paraenses.
Segundo a Segup, as três bases juntas cobrem mais de 260 mil quilômetros quadrados da malha hidroviária do estado.
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