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Ato em Belém reúne trabalhadores e movimentos sociais pelo fim da escala 6×1

Manifestação na Praça da República defendeu aprovação de PEC que reduz jornada de trabalho sem corte salarial

Movimentos sociais, sindicatos e trabalhadores participaram neste domingo (24) de uma mobilização pelo fim da escala 6×1 na Praça da República, em Belém. O ato integrou uma série de manifestações realizadas em diferentes cidades do país em defesa da redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial.

Os participantes cobraram do Congresso Nacional o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe mudanças no atual regime de seis dias de trabalho para um de descanso.

Representando as centrais sindicais do Pará, Joca Farias, diretor executivo do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e Mobiliário de Belém (STICMB), afirmou que a atual jornada afeta diretamente trabalhadores que enfrentam longos deslocamentos entre casa e trabalho.

Segundo ele, operários que residem em distritos como Mosqueiro e Outeiro acabam tendo pouco tempo para convivência familiar e descanso.

“A nossa linha de reivindicação é a votação e o fim da escala. Muitos trabalhadores vivem uma rotina que dificulta a vida social e familiar”, afirmou durante a manifestação.

Mães relatam dificuldades com rotina de trabalho

O protesto também reuniu mães atípicas que defendem mudanças na jornada de trabalho. A coordenadora do grupo Mães Atípicas da Pratinha, Rafaela Gurjão, relatou dificuldades para acompanhar tratamentos e terapias do filho enquanto trabalhava em escalas com poucos dias de folga.

Segundo ela, muitas mães acabam recorrendo ao mercado formal de trabalho diante das dificuldades de acesso a benefícios sociais.

“É necessário ter mais tempo para acompanhar o desenvolvimento dos filhos e garantir qualidade de vida para as famílias”, declarou.

Estudantes também participaram da mobilização

Universitários ligados ao movimento estudantil participaram do ato em Belém. O representante estudantil da Universidade Federal do Pará (UFPA), Cauê Oliveira, afirmou que muitos estudantes precisam conciliar emprego e atividades acadêmicas.

De acordo com ele, a rotina de trabalho em jornadas extensas interfere em pesquisas, produção acadêmica e participação em atividades universitárias.

O estudante também criticou propostas discutidas no Congresso relacionadas à carga horária semanal e defendeu a manutenção do texto original da PEC debatida pelos movimentos sociais.

A mobilização ocorreu de forma pacífica e reuniu diferentes categorias profissionais, representantes estudantis e movimentos organizados na capital paraense.

Com informações de Oliberal

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