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Aluguéis de casas chegam a R$ 247 mil durante o Festival de Parintins após hotéis lotarem

Com rede hoteleira esgotada semanas antes do evento, moradores transformam imóveis em hospedagens de luxo e impulsionam economia temporária na ilha amazonense

A pouco mais de um mês do Festival Folclórico de Parintins, a rede hoteleira tradicional da cidade amazonense já estava completamente esgotada. Sem vagas em hotéis e pousadas para os dias 29, 30 e 31 de junho, visitantes passaram a recorrer ao aluguel de imóveis particulares — e os preços dispararam.

Levantamento do portal G1 apontou que dez dos principais hotéis consultados não possuíam mais disponibilidade para o período do festival. Os pacotes de hospedagem de cinco dias variavam, em média, entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, mas a procura muito acima da capacidade da cidade acabou transformando casas e apartamentos em alternativas altamente valorizadas.

O caso mais extremo identificado foi o de uma residência anunciada por R$ 247 mil durante cinco dias. O imóvel acomoda até dez pessoas, o que representa quase R$ 50 mil por diária.

O valor elevado reflete fatores como proximidade do Bumbódromo, climatização, mobiliário, estrutura de lazer e a enorme demanda gerada pelo festival, considerado um dos maiores eventos culturais do Brasil.

Além das opções de luxo, o mercado informal de hospedagem também oferece alternativas mais acessíveis para grupos de visitantes. O levantamento encontrou casas para até dez pessoas por R$ 17 mil e R$ 12 mil, além de imóveis para oito hóspedes na faixa de R$ 14 mil pelo pacote completo.

Com a pressão sobre a infraestrutura da cidade, barcos de passageiros e caravanas fluviais também passaram a funcionar como hospedagem improvisada para turistas.

Nesse modelo, muitos visitantes permanecem nas próprias embarcações durante o festival, utilizando redes e áreas comuns como alternativa econômica diante da escassez de quartos.

O fenômeno revela como grandes eventos culturais conseguem movimentar uma verdadeira economia imobiliária temporária. Em poucos dias, moradias comuns se transformam em ativos de alta rentabilidade para moradores da ilha.

A disputa entre os bois Boi Caprichoso e Boi Garantido concentra milhares de turistas em uma cidade com infraestrutura limitada, impulsionando setores como hospedagem, alimentação, transporte e comércio local.

Ao mesmo tempo, a multiplicação de quartos alugados, suítes improvisadas, barcos-hospedagem e casas por temporada mostra como a população local adapta rapidamente a cidade para absorver o fluxo turístico durante um dos eventos mais emblemáticos da cultura amazônica.

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