Fantasiados de super-heróis e distribuindo carinho pelos corredores do hospital, os cães terapeutas Chico e Thomas transformaram a rotina de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém.
Os animais participaram de mais uma edição do projeto “Visita Pet”, iniciativa que utiliza a Terapia Assistida por Animais (TAA) para promover acolhimento emocional, reduzir o estresse e tornar o ambiente hospitalar mais leve para pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde.
A ação ocorreu na terça-feira (19) e levou momentos de descontração para os corredores da unidade, referência no tratamento oncológico infantojuvenil na Região Norte.
Entre as crianças atendidas estava Juliana Rodrigues, de 9 anos, que aproveitou a visita para brincar e fazer carinho em Chico, um Golden Retriever treinado especialmente para atuar em ambientes hospitalares.
“O pelo dele é bem macio. Ele gosta de ganhar carinho nas costas”, contou a menina.
Logo depois, ela percebeu a reação do animal e comemorou.
“O rabinho dele balançou, acho que isso significa que ele estava feliz”, disse.
Segundo o hospital, a presença dos cães ajuda diretamente no bem-estar emocional dos pacientes, principalmente diante das longas rotinas de tratamento, internações e procedimentos médicos.
A iniciativa é coordenada pelo Escritório de Experiência do Paciente da unidade, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).
Antes de cada visita, os pacientes passam por avaliação médica para garantir segurança durante a interação. Os cães também seguem protocolos rigorosos de higiene, vacinação e acompanhamento veterinário.
De acordo com Elizabeth Cabeça, integrante da equipe responsável pelo projeto, os resultados aparecem rapidamente.
“O impacto é imediato. Os cães trazem alegria e garantem momentos de descontração dentro do hospital”, explicou.
Além do apoio emocional, a terapia assistida por animais também contribui para diminuir ansiedade, medo e sensação de isolamento, especialmente em crianças submetidas a tratamentos prolongados.
Entre fantasias de super-heróis, brincadeiras e rabos abanando, Chico e Thomas acabam assumindo um papel importante dentro da rotina hospitalar: o de levar afeto e esperança para quem enfrenta uma das fases mais difíceis da vida ainda na infância.



