
Os últimos jogos do Paysandu Sport Club deixaram um recado claro: se quiser brigar pelo acesso, o clube precisa qualificar o elenco — especialmente o banco de reservas.
A diferença entre titulares e suplentes tem ficado evidente. Enquanto o time principal mostra competitividade, as alternativas disponíveis não conseguem manter o nível quando são acionadas. O problema apareceu de forma escancarada na Copa Norte, quando uma equipe alternativa, com base e reservas, sofreu uma goleada por 7 a 0.
Na Campeonato Brasileiro Série C, o cenário também preocupa. Em jogos recentes em Belém, o time até conseguiu empatar, mas esbarrou na falta de opções para mudar o jogo no segundo tempo. Resultado: atuações travadas e pontos deixados pelo caminho — pelo menos cinco já considerados evitáveis.
Banco não responde
O principal problema está na reposição. Quando o time titular sente o desgaste físico — algo comum na Série C, especialmente no segundo tempo —, as substituições não elevam o desempenho.
Parte dos reforços contratados para a temporada ainda não mostrou a que veio. Além disso, muitos jogadores do banco são oriundos da base, jovens que ainda estão em processo de desenvolvimento e acabam assumindo uma responsabilidade acima do ideal.
Reforçar, mas com critério
O alerta está dado, mas o caminho precisa ser equilibrado. O clube não pode repetir erros recentes, como contratações em massa e sem critério. Por outro lado, a necessidade de reforços pontuais já é evidente.
Se a ideia é manter o nível competitivo e transformar empates em vitórias, a diretoria precisa agir — especialmente em posições-chave, onde o elenco mostra maior carência.
A temporada ainda permite ajustes, mas o tempo começa a pesar. E, na Série C, cada ponto perdido pode custar caro na briga pelo acesso.



