Um jovem ativista ambiental denunciou casos de assédio contra alunas da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Brasília, localizada no distrito de Outeiro, em Belém. Segundo ele, estudantes relataram episódios envolvendo professores dentro do ambiente escolar.
A denúncia foi feita por João do Clima, de 16 anos, morador da Ilha de Caratateua e integrante do conselho juvenil do UNICEF. Ele afirma que os relatos incluem toques físicos inadequados, piadas de cunho sexual e conversas consideradas obscenas.
“Hoje eu falo não só por mim, mas por muitas meninas e alunas que tiveram a coragem de denunciar e que mesmo assim continuam sendo silenciadas”, declarou.
De acordo com o ativista, após as denúncias, não houve acolhimento adequado por parte da instituição. Ele relata ainda que integrantes do grêmio estudantil e responsáveis por alunos teriam sido alvo de intimidação.
“Fomos chamados para reuniões fechadas, sozinhos, sem a presença dos nossos responsáveis legais. Isso não é cuidado. Isso é intimidação”, afirmou.
João também informou que os casos foram encaminhados a diferentes órgãos, incluindo a Secretaria Executiva de Direitos Humanos de Belém, o UNICEF e a Assembleia Legislativa do Pará, por meio do mandato da deputada Lívia Duarte.
Segundo ele, a situação revela um problema estrutural dentro da escola. “O problema não é só o caso, é uma estrutura que permite que isso continue acontecendo”, disse.
O ativista cobra investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos. “A justiça só existe de verdade quando o silêncio deixa de proteger o agressor”, concluiu.



