Bruno Mafra afirma inocência após manutenção de condenação pela Justiça do Pará por abuso sexual contra as próprias filhas
Após ter a condenação mantida em segunda instância, o cantor Bruno Mafra declarou ser inocente das acusações. O caso envolve denúncias feitas pelas filhas e segue em tramitação na Justiça.
O cantor paraense Bruno Mafra, conhecido pela atuação na banda ‘Bruno e Trio’, afirmou ser inocente das acusações de estupro de vulnerável após a Justiça do Pará manter sua condenação. A decisão, divulgada na quinta-feira (26), fixou pena de 30 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão em regime inicial fechado. Ainda cabe recurso.
Na sexta-feira (27), o artista se manifestou por meio das redes sociais. Em publicação, declarou confiar na Justiça e no devido processo legal, destacando que seguirá colaborando com as investigações.
“Tenho consciência da seriedade do momento, mas também tenho a tranquilidade de quem sabe da própria conduta e da verdade que será devidamente reconhecida”, afirmou. Ele também disse que não pretende fazer julgamentos fora do âmbito judicial e pediu calma. “Sigo firme, com dignidade, respeito e fé”, concluiu.
Decisão judicial
Segundo o processo, as denúncias vieram à tona em 2019, quando as vítimas, já adultas, relataram abusos ocorridos durante a infância, entre 2007 e 2011, em Belém.
Na decisão, a relatora destacou que há provas suficientes de autoria e materialidade. De acordo com o entendimento da Justiça, os depoimentos das vítimas foram considerados consistentes ao longo do processo, sustentando a condenação.
Defesa irá recorrer
Em nota, a defesa do cantor afirmou que o processo ainda não teve decisão definitiva e que irá recorrer da decisão.
“O processo judicial ainda se encontra em curso. Serão adotadas as medidas recursais cabíveis”, informou o escritório responsável, que também mencionou questionamentos sobre aspectos do processo.
A defesa ainda ressaltou a necessidade de respeito às regras legais, já que o caso tramita sob sigilo.
Caso segue em andamento
A reportagem tentou contato com a representação da acusação e aguarda posicionamento.
O caso segue em tramitação na Justiça.



