O furto de cabos de energia no canteiro central da avenida Duque de Caxias, no bairro do Marco, segue causando transtornos e colocando em risco a segurança dos moradores de Belém. Em vários trechos — especialmente entre as travessas Estrella e Barão do Triunfo — é possível ver buracos abertos, cabos expostos e postes completamente apagados, resultado direto da ação de criminosos que atuam com frequência na região.
Os buracos ficam próximos aos novos postes instalados durante a requalificação da avenida para a COP30. No interior deles, cabos cortados e restos de conexões elétricas ficam à mostra, demonstrando a recorrência dos furtos.
A jornalista Christina Hayne, que pratica atividade física diariamente na via, relata que a situação virou rotina:
“Me aborrece, porque a cidade foi completamente transformada para a COP 30. É triste ver que não há cuidado em manter o que é nosso.”
Ela conta que o crime ocorre até na frente de quem transita pelo local.
“Passando de carro, à noite, já tentei impedir duas tentativas de furto. Os suspeitos largaram tudo e correram.”
O professor aposentado Etevaldo Garcia, morador da área, destaca o impacto direto na sensação de segurança.
“Quem mora aqui é o mais prejudicado. Ficamos sujeitos à escuridão. Não existe punição severa. Como tem comprador, os furtos continuam.”
Caso recente entre Humaitá e Antônio Baena
No dia 21 de outubro, um homem foi flagrado furtando cabos entre as travessas Humaitá e Antônio Baena. A Guarda Municipal foi acionada pela Segbel, mas o suspeito fugiu.
Segundo o inspetor Dimitri Cavalcante, os cabos costumam ser vendidos rapidamente em sucatas sem regulamentação, que compram o material roubado sem qualquer controle.
Até equipamentos públicos viram alvo
A prática criminosa não se restringe à Duque de Caxias. Em novembro, um vídeo que viralizou nas redes sociais mostrou um homem furtando um dos “sombrinhões” instalados no Parque Linear da Nova Tamandaré, também recém-inaugurado.
Nas imagens, o suspeito desmonta a estrutura, coloca o equipamento em uma bicicleta e deixa o local tranquilamente.
A sequência de furtos reacende o debate sobre a necessidade de fiscalização mais rígida, responsabilização das sucatarias que compram materiais ilícitos e punições mais severas para os criminosos.



