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Justiça do Pará determina júri fechado no caso Flávia Alves, em Marabá

Sessão que julga Willian Araújo Sousa será realizada sem presença do público e da imprensa, com objetivo de manter controle do ambiente após incidentes no primeiro júri.

O Tribunal de Justiça do Pará determinou que o julgamento de Willian Araújo Sousa, conhecido como Will Sousa, ocorra com acesso restrito nesta segunda-feira (17), no Fórum de Marabá. Ele responde pelo homicídio da tatuadora Flávia Alves e confessou participação no crime durante as investigações.

A sessão do Tribunal do Júri será realizada sem a presença da imprensa e do público. A transmissão virtual também não será disponibilizada na plataforma do TJPA. A decisão foi tomada após os problemas registrados no primeiro julgamento, marcado para agosto de 2025 e cancelado antes da conclusão.

Acesso restrito ao fórum

De acordo com a determinação judicial, apenas servidores da Justiça, representantes do Ministério Público, defesa, assistente de acusação e a juíza responsável participarão da sessão.

O advogado Diego Sousa, assistente de acusação, apoiou a medida. Segundo ele, a restrição não interfere no andamento do processo e busca garantir que a sessão ocorra de forma controlada. O advogado afirmou esperar que o júri produza uma decisão que atenda ao pedido da família da vítima.

Problemas no primeiro júri

O julgamento anterior foi interrompido após a advogada Cristina Longo, então defensora do réu, deixar o plenário durante os trabalhos. A juíza Alessandra Rocha encerrou a sessão, encaminhou o caso à Defensoria Pública e notificou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre o episódio.

Cristina Longo voltou ao caso e defendeu a realização do júri sem acesso externo, afirmando que a medida permite condições adequadas para o desenvolvimento dos trabalhos. A advogada declarou que sua atuação busca assegurar que o réu responda conforme o que for estabelecido pelo processo.

Contexto do caso Flávia Alves

Flávia Alves, 24 anos, desapareceu em 14 de abril de 2024, em Marabá. Ela foi vista pela última vez acompanhada de Will Sousa após sair com a prima. Imagens de segurança registraram momentos em que ambos estavam juntos naquela noite e na manhã seguinte.

Após 12 dias de buscas, o corpo da jovem foi encontrado em Jacundá, município vizinho, enterrado em uma área de difícil acesso. A Polícia Civil concluiu que Will Sousa foi o responsável pelo homicídio. A esposa dele, Deidyelle de Oliveira Alves, responde por ocultação de cadáver e aguarda o processo em liberdade.

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