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Bolsa Família supera empregos formais em 10 estados; Pará tem 294 mil famílias a mais no programa

Levantamento do Caged e do Ministério do Desenvolvimento Social mostra que Norte e Nordeste concentram maior dependência do benefício

Dez estados brasileiros registram número maior de famílias atendidas pelo Bolsa Família do que de trabalhadores com carteira assinada. Os dados são de julho de 2025 e foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Social.

Pará tem mais beneficiários do que trabalhadores formais

No Pará, 1.305.816 famílias receberam o benefício em julho, contra 1.011.109 empregos formais registrados. O saldo mostra 294.707 famílias a mais no programa social do que pessoas com carteira assinada.

O Maranhão lidera a lista nacional, com 521,6 mil famílias a mais no Bolsa Família do que trabalhadores formais. Em seguida aparecem Pará (294,7 mil), Piauí (193,5 mil) e Bahia (185,4 mil).

Estados com maior e menor dependência

Na comparação proporcional, o Maranhão também ocupa a primeira posição: 1,77 famílias beneficiárias para cada trabalhador formal. Há um ano, o índice era de 1,87.

Entre os dez estados com maior número de beneficiários do Bolsa Família em relação ao emprego formal, seis estão no Nordeste e quatro na região Norte.

Na outra ponta, Santa Catarina apresenta o menor índice proporcional: 12 trabalhadores formais para cada família no programa. O Distrito Federal aparece em segundo lugar, com seis empregos formais para cada beneficiário.

Evolução dos números

Apesar do cenário em alguns estados, os dados mostram redução da dependência em relação ao programa social. Em julho de 2024, eram 12 unidades da Federação com mais beneficiários do que empregados formais. Em janeiro de 2023, esse número chegava a 13.

Um dos fatores para a queda foi a implementação da Regra de Proteção, em 2023. O mecanismo permite que famílias que aumentam a renda para até R$ 706 por pessoa continuem recebendo metade do valor do benefício por até um ano. Somente em julho de 2025, 2,7 milhões de famílias estavam enquadradas nessa regra, em fase de transição para deixar o programa.

Na comparação entre julho de 2024 e julho de 2025, todos os estados e o Distrito Federal tiveram crescimento maior no emprego formal do que no número de famílias atendidas pelo Bolsa Família.

Ranking: diferença entre empregos formais e Bolsa Família

  • Maranhão: -521.630
  • Pará: -294.707
  • Piauí: -193.481
  • Bahia: -185.353
  • Paraíba: -119.697
  • Alagoas: -61.772
  • Amazonas: -61.524
  • Amapá: -21.901
  • Sergipe: -16.663
  • Acre: -15.433

Na outra ponta, São Paulo tem o maior saldo positivo: 12,3 milhões de trabalhadores formais a mais do que famílias no programa social.

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