Belém está conquistando reconhecimento no mundo da gastronomia. Em um artigo recente publicado pela renomada revista National Geographic, a culinária de Belém foi descrita como uma “potência emergente da culinária brasileira”, onde os ingredientes locais são habilmente combinados para criar pratos que refletem a fusão de influências indígenas, europeias e africanas.
A matéria destaca o trabalho de alguns protagonistas que têm contribuído para a ascensão da culinária de Belém. Um deles é Thiago Castanho, proprietário do restaurante Remanso do Peixe, localizado em uma rua tranquila no coração da cidade. Thiago é citado no artigo, compartilhando como as pessoas anteriormente subestimavam a comida paraense, fazendo piadas sobre a região amazônica. No entanto, ele ressalta que essa percepção está mudando à medida que a gastronomia de Belém ganha destaque e valorização.
Sem escolas de culinária em Belém, Thiago teve que deixar sua cidade natal para receber treinamento como chef em São Paulo e Portugal. Sua paixão por trazer ingredientes amazônicos para pratos sofisticados o levou a abrir seu primeiro restaurante em Belém, o Remanso do Bosque, que rapidamente ganhou reconhecimento e figurou na lista dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina por quatro anos consecutivos.
O artigo também menciona a influência de Paulo Martins, um chef nativo de Belém que foi fundamental para colocar a comida amazônica no mapa culinário. Embora tenha falecido em 2010, seu legado é mantido vivo por sua filha Joanna, por meio da empresa Manioca, que produz uma linha de produtos amazônicos. A Manioca tem desempenhado um papel importante na difusão dos ingredientes da região, levando-os para além das fronteiras da Amazônia e tornando-os disponíveis em todo o país.
A abundância de ingredientes únicos na região amazônica é mencionada como um dos principais atrativos da culinária de Belém. O peixe é um ingrediente fundamental, e pratos como filhote (pirarucu gigante), dourada e pescada amarela são amplamente apreciados nos restaurantes da cidade. Um dos destaques mencionados no artigo é a caldeirada, um ensopado de filhote com cebola, tomate, pimentões e ovos cozidos, acompanhado de jambu, uma folha que provoca adormecimento na boca, e tucupi, um molho feito a partir do suco fermentado da mandioca.
Além da riqueza gastronômica, Belém também encanta os visitantes com sua atmosfera única. Situada próximo à deslumbrante floresta amazônica, a cidade apresenta um clima quente e úmido durante todo o ano. Sua localização estratégica como porta de entrada para a Amazônia e sua história como um importante porto de exportação de borracha no passado conferem a Belém uma identidade distinta e multicultural.
A matéria destaca ainda que Belém foi nomeada Cidade da Gastronomia pela UNESCO em 2015, um título que reforça o valor da cultura culinária local e atrai cada vez mais atenção para a cidade como um destino gastronômico.
Com uma culinária que combina sabores autênticos, ingredientes regionais e técnicas inovadoras, a gastronomia de Belém está se consolidando como uma força criativa e promissora na cena culinária brasileira. O reconhecimento do National Geographic destaca a importância de valorizar e preservar a diversidade gastronômica do Brasil, especialmente nas regiões menos exploradas, como a Amazônia, que revelam um tesouro culinário único e encantador.



