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CENSO 2022: IBGE encontra resistência em bairros nobres de Belém

O censo 2022 se encaminha para a sua reta final, no entanto, em algumas localidades específicas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) encontra resistência em conseguir entrevistar moradores.

Em Belém, foram 20.738 ausentes e 13.270 recusas, totalizando 34.008 não respostas, o que representa 8,3% dos domicílios da cidade. Os bairros considerados nobres como Batista Campos, Nazaré, Umarizal, Reduto, Marco e São Brás apresentam taxas ainda maiores de recursa, segundo o IBGE.

No Pará todo são 111.684 domicílios enquadrados na categoria de não resposta ao Censo 2022. O número em questão é equivalente a 4,6% do total e considera tanto aqueles que estavam ausentes e não foram encontrados no momento da pesquisa quanto aqueles que se recusaram a atender aos recenseadores.

Considerando todo o estado, a capital paraense tem o maior quantitativo de pendências no recenseamento, porém, proporcionalmente à população, o problema é mais crítico em cinco municípios das regiões sul, sudeste e sudoeste do Pará. São eles: Ourilândia do Norte (15,6%), São Félix do Xingu (14,9%), Jacareacanga (12,4%), Xinguara e Rio Maria (9,7%). 

A meta é que essa taxa caia para abaixo de 5%, por isso essas localidades devem receber uma atenção extra do órgão. “No dia 28 de fevereiro, nós encerramos a parte de cobertura. Depois entramos em um processo de apuração e criamos um comitê de fechamento do Censo. Baseado na demanda desse comitê, as superintendências estaduais estão trabalhando, revisitando algumas áreas e alguns setores censitários em função do quantitativo de domicílios que não responderam ao IBGE”, explicou o presidente interino do instituto, Cimar Azeredo, que cumpre agenda institucional nesta semana em Belém.

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