ECONOMIAINTERNACIONALNOTÍCIAS

“Não há motivo para fazer negócios em Nova York”

A pandemia dizimou o comércio de Nova York, o mais rico do mundo. O New York Times relata que tanto lojas de luxo como populares estão sofrendo consequências muito mais graves do que se imagina, com a falta de turistas e a diminuição drástica do consumo dos moradores da cidade, apesar de pandemia estar sob controle.

Entre as lojas que permanecem fechadas, estão as principais da Victoria’s Secret, J.C Penney, Gap e a única da Neiman Marcus, inaugurada no ano passado. Cadeias de lanchonetes como a Shake Shack, Chipotle, Subway, T.G.I Friday e Le Pain Quotidien também estão em dificuldades, com muitos pontos em hibernação e vendas menores do que em outras cidades dos Estados Unidos. Da Quinta Avenida ao Soho, o cenário é de desolação.

Muitas deixaram de pagar os aluguéis, entre elas a Victoria’s Secret da Herald Square, que deixou de depositar mensalmente os 937 mil dólares para o locador. A Gap também não está pagando os 264 mil dólares de aluguel pela loja próxima ao Rockefeller Center. Alguns proprietários já chegaram ao limite da tolerância e agora preparam-se para mover processos contra os inquilinos.

O CEO da Ark Restaurants, Michael Weinstein, resumiu o quadro para o New York Times: “Não há motivo para fazer negócios em Nova York. Eu posso fazer o mesmo volume (de vendas) na Flórida, com a mesma área de loja, com gastos bem menores”. Ele acrescentou que o custo de estar presente em Nova York já não vale o benefício proporcionado pelo marketing de estar presente na cidade.

Nova York vai renascer, como sempre ocorreu em outras crises, mas terá de esperar pela vacina contra a Covid-19. Até lá, muita gente vai quebrar no mais vibrante centro de consumo do planeta.

Fonte O Antagonista

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar