Levantamento inédito divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que 2,9 milhões de pessoas se autoidentificam como homossexuais ou bissexuais no país.
Em Belém, a percentagem adulta (18 anos ou mais) que se autoidenfica como homossexual ou bissexual está acima da média nacional, isto é, em 2,5%. O número é inferior a parcela de pessoas que não souberam ou não quiseram responder (6,8%) à pesquisa.
O estudo evidenciou que a imensa maioria da população de Belém se autodeclara heterossexual, 90,6%. Mas o IBGE ponderou que “o fato de uma pessoa se autoidentificar como heterossexual não impede que ela tenha atração por ou relação sexual com alguém do mesmo sexo”.
Os dados são de 2019 e foram coletados por meio da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). O detalhamento das informações podem ser acompanhado aqui.
ANÁLISE ESTADUAL
A pesquisa mostrou que a autodeclaração como homossexual ou bissexual é maior nas áreas urbanas (2%) que nas rurais (0,8%). Entre as grandes regiões do país, estas orientações sexuais foram mais autodeclaradas no Sudeste, enquanto Nordeste e Centro-Oeste ficaram abaixo da média nacional.
No recorte estadual, em dez das 27 unidades da federação a proporção de pessoas autodeclaradas homossexuais ou bissexuais foi maior que a média nacional. O menor percentual de pessoas que declararam estas orientações sexuais foi observado no Tocantins, enquanto o maior, no Distrito Federal.
No estado do Pará, 1,9% da população adulta se autodeclara homossexual ou bissexual.
Entre os fatores que podem interferir na autodeclaração da orientação sexual e que podem ter interferido no resultado da análise regional, Maria Lúcia destacou:
- o contexto cultural;
- o contexto familiar;
- habitar em cidades pequenas;
- inseguro para falar sobre o tema com pessoa estranha;
- desconfiança com o uso da informação;
- não compreensão dos termos homossexual e bissexual;
- indefinição quanto a própria orientação sexual.



