O Pará ainda vive um grave problema com relação aos acidentes em pequenas embarcações de regiões ribeirinhas onde mulheres têm o seu coro cabeludo arrancado pelo eixo do moto. A região marajoara lidera esse tipo de acidente.
No estado, a Santa Casa de Misericórdia, em Belém, é referência no atendimento e tratamento das vítimas de escalpelamento.
Como o tratamento é longo e desgastante, a Santa Casa tomou a iniciativa de ouvir as demandas de pacientes que vinham do interior do Estado e precisavam ficar por um tempo prolongado em acompanhamento hospitalar, dessa forma, o hospital passou a disponibilizar porções de açaí para pacientes vítimas de escalpelamento em acompanhamento no hospital, como conta a psicóloga Jureuda Guerra, que fez a escuta inicial das pacientes e encaminhou a solicitação à equipe de nutrição do hospital.
“Essa demanda surgiu da escuta verdadeira do atendimento integral prestado às vítimas de escalpelamento aqui no Espaço Acolher da Santa Casa. Por incrível que pareça, o que trazia mais dificuldade para que essas pacientes na adesão ao tratamento, que é longo, era a questão da alimentação, pois ela também é prazer, cria laços e memórias afetivas, e que no caso de uma pessoa que foi, literalmente, arrancada do seu município e de sua história de vida, e traz um familiar que também está sentindo falta da alimentação. Então, há algum tempo, a gente vem tentando a implementação da inclusão do açaí nessa alimentação e hoje, a Santa Casa conseguiu criar as condições para que esse chegue com segurança a essas pacientes”, detalha a psicóloga.



