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Vidas amazônicas importam?

Texto da página MLP-Movimento Liberal Paraense

Em qualquer lugar do mundo uma tragédia com uma dezena de mortos viraria comoção nacional. Mas no Brasil essa comoção só acontece quando é na bolha do Centro-Sul do país.

Nos últimos anos, vimos que a Amazônia se tornou bandeira de artistas, empresas, políticos e de quem mais quer se aproveitar para dizer que está engajado com meio ambiente e povos tradicionais.

São cantores/bandas que gritam por gritar “Amazônia em pé” em show no Rock in Rio, clubinho de artistas ricos da zona Sul carioca, o clube do dendê, fazendo roda de música em defesa da Amazônia em seus apartamentos de frente para o mar no Rio de Janeiro.

Mas o pior são os famosos paraenses, ,muito engajados, calados sobre a tragédia marajoara, inclusive aquela que deve voltar a ser de Belém no período do Círio e também a outra da novela Pantanal. A jurunense falou alguma coisa no twitter, mas só, e olha que esta é mais engajada e aproveita a “Amazônia” para manter relevância em um nicho lá pelo sudeste.

A tragédia na Ilha do Marajó e as outras que vêm acontecendo ao longo dos anos, nos mostram que o descaso com a Amazônia vai muito além das questões ambientais: também são sociais, estruturais e econômicas.

As vidas amazônicas são muitas, elas estão nas áreas indígenas, nos quilombos, nas regiões ribeirinhas, mas acima de tudo, estão nas cidades amazônicas, nas áreas urbanas, nas cidades ribeirinhas, onde a população precisa sair para cidades maiores em busca de serviços e enfrentam horas de viagem em embarcações precárias.

Que a gente possa refletir quem realmente se importa com a Amazônia além dos interesses para si e ganhos políticos. Não adianta bater palma para quem usa uma Amazônia genérica lá nos EUA e Europa para agradar gringo.

Toda e qualquer ação em prol da nossa região, tem que visar melhorar a qualidade de vida aqui, e não para agradar europeu que se acha “civilizado”.

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