Três anos após o 8 de janeiro, Edmilson Rodrigues vê “golpe continuado” em propostas de anistia
Ex-prefeito de Belém critica tentativa de perdão aos envolvidos e convoca mobilização popular
Três anos após os atos de 8 de janeiro de 2023, o ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, voltou a se manifestar sobre o episódio que culminou na invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Em publicação feita nas redes sociais nesta quinta-feira (8), ele classificou os acontecimentos como um “golpe contra o país e contra o povo brasileiro”.
Segundo Rodrigues, a invasão teve como objetivo “impedir a posse do presidente Lula, legitimamente eleito, atropelando a vontade popular e a democracia”. O ex-prefeito também citou ameaças que teriam sido feitas, à época, contra o presidente da República, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na nota, Edmilson Rodrigues criticou duramente propostas de anistia aos envolvidos nos atos golpistas. Para ele, trata-se de uma “anistia disfarçada” que deve ser “repudiada veementemente por representar uma afronta à Constituição Federal”. O ex-prefeito afirmou ainda que a impunidade abriria espaço para novas tentativas de ruptura democrática, classificando a iniciativa como um “golpe continuado”.
Rodrigues também direcionou críticas ao Congresso Nacional, ao acusar a “maioria inimiga do povo” de aprovar medidas que, segundo ele, representam retrocessos, como a chamada “PEC da Bandidagem” e o que definiu como “desmonte criminoso da legislação ambiental”.
Ao final da manifestação, o ex-prefeito convocou a população a se mobilizar. Para ele, a mobilização popular é “o único antídoto contra o golpismo”. “É fundamental que, neste 8 de janeiro, estejamos todos nas ruas”, escreveu.
Atos em várias cidades
Em referência à data, atos políticos estão programados em diversas cidades do país. Em Belém, a mobilização ocorrerá no Boulevard da Gastronomia, em um ato político-cultural com início previsto para as 17h.



