
Setenta e sete profissionais da área da saúde contratados para trabalhar de maneira emergencial durante a pandemia no PSM do Guamá foram informados de que, a partir do dia 1 de janeiro, não farão mais parte do quadro de temporários da Prefeitura Municipal de Belém. A decisão, publicada no último dia 14 de dezembro por meio de um memorando assinado pela diretora do Departamento de Gestão e Regulação do Trabalho em Saúde (DGRTS) da Sesma, surpreendeu os profissionais, que questionam a dispensa em meio à possibilidade de uma nova onda de contaminações na capital.
No documento, a diretora cita o decreto número 95.955-2020, que declarou situação de emergência no âmbito do município de Belém, para o enfrentamento da pandemia covid-19 declarada pela Organização Mundial de Saúde. E informa a relação dos servidores com contratos com término em 31 de dezembro e que terão seus vínculos encerrados junto à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).
A redação integrada de O Liberal conversou com um desses profissionais, que pediu para não ter seu nome revelado, pois teme possível represálias. “Só aqui do PSM do Guamá, somos 77 profissionais. Temos enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas. Todos esses que entraram dia 1 de junho para fazer parte dessa equipe do covid, na época do ‘boom’ da pandemia”, disse. Ela afirmou que o contrato que os 77 assinaram foi de seis meses. “Mas, no Diário Oficial da União, dizia que era de um ano, podendo ser prorrogado por mais um ano”, explicou.
Fonte O Liberal



