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Thiago começa a bater duro em Priante e Helder, que acusam os golpes

Por Paulo Bemerguy

Antes mesmo de 16 de setembro, prazo fatal para os partidos definirem seus candidatos, estrategistas políticos – alguns ainda na arena política, outros observando-a atentamente do lado de fora – ouvidos pelo blog do Espaço Aberto eram unânimes – repetindo-se, unânimes – num ponto: se indicasse o deputado emedebista José Priante como candidato a prefeito de Belém, o governador Helder Barbalho (MDB) ficaria à margem da campanha, para não expor sua imagem e a de seu governo a ataques de adversários no horário da propaganda eleitoral gratuita.

Àquela altura, já tínhamos a operação Para Bellum, deflagrada em 10 junho, por determinação do STJ, para apurar supostas irregularidades na compra de respiradores pelo Governo do Estado, e a operação Solércia, no dia 18 do mesmo mês, para investigar fraudes em contratos celebrados pela Secretaria de Educação (Seduc).

Duas semanas após a convenção do MDB aprovar Priante como candidato do partido a prefeito de Belém, o mesmo STJ autorizou a operação SOS, realizada no dia 29 de setembro, para apurar um suposto esquema criminoso na construção de hospitais de campanha.

Iniciada a propaganda no rádio e na TV, comprovou-se que todos os estrategistas – todos, sem exceção – estavam equivocados em suas projeções.

Priante é Helder – Desde o primeiro dia de campanha até agora, Priante é Helder, Helder é Priante. Priante-Helder, Helder-Priante são um só. O governador é o garoto-propaganda da campanha de Priante.

Não há uma inserção sequer, em suas peças, em que a campanha de Priante não se vincule direta, explícita e enfaticamente a Helder – seja mostrando imagens do governador, seja mencionando ações do estado no combate à pandemia, seja ressaltando que, em todas as áreas, o candidato emedebista, se eleito, vai governar Belém de braços dados com Helder. Se quiserem conferir, clique aqui.

Os efeitos da estratégia do governador, de expor-se de alma e corpo inteiros na campanha de Priante, não se fizeram esperar.

Arsenal desovado – Há dois ou três dias, a campanha de Thiago Araújo (Cidadania) começa a desovar, digamos assim, seu arsenal e apontá-lo em direção a Priante.

O arsenal, como era previsível, exibe reportagens sobre fatos descobertos pelas operações da Polícia Federal (PF) e volta a colocar em evidência contra Priante, relacionadas a supostas fraudes relacionadas ao DNPM.

Para veicular sua artilharia na TV, com ataques mais pesados a Priante-Helder, a campanha de Thiago limita-se a obedecer estritamente ao que determina a legislação: veicula as peças com letras em caixa alta que aparecem verticalmente, no lado esquerdo da telinha, informando que a propaganda é de responsabilidade da Coligação Renova Belém, que apoia o candidato do Cidadania.

Com esse recurso, telespectadores menos atentos – que são a maioria, para não dizer a esmagadora maioria – chegam a imaginar, em certos momentos, que as matérias – pinçadas de telejornais – não fazem parte da propaganda de um candidato. Mas fazem, é claro.

Helder-Priante já acusaram o golpe.

Nesta sexta-feira, 30, nota publicada no Repórter Diário, a coluna mais importante do jornal da família do governador (Diário do Pará/ DOL), considera que os ataques de Thiago Araújo estariam “quebrando o clima de cordialidade e respeito entre os candidatos”.

Nota na coluna Repórter Diário de sexta-feira, 30, página 2 do jornal Diário do Pará

Priante-Helder ou Helder-Priante vão reagir? Os próximos dias, ou melhor, os próximos rounds dirão.

Fonte: blog do Espaço Aberto, de Paulo Bemerguy

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