Técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recomendaram a rejeição do plano apresentado pela Petrobras para a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na região do Amapá. No entanto, a decisão final ainda caberá ao presidente do órgão, Rodrigo Agostinho, que avaliará outras informações e pareceres internos antes de definir o desfecho do processo.
A Petrobras teve um pedido semelhante negado em 2023 e recorreu. No novo parecer, os técnicos entenderam que a empresa não apresentou mudanças significativas no plano anteriormente entregue, principalmente no que se refere ao resgate da fauna em caso de vazamento de óleo.
A estatal planeja perfurar um poço a cerca de 160 km da costa de Oiapoque (AP), na Bacia da Foz do Amazonas. Para atender às exigências do Ibama, a empresa anunciou a construção de uma base de apoio na cidade para facilitar operações de resgate ambiental, substituindo um centro inicialmente planejado para Belém. A previsão é que a estrutura fique pronta em março.
O licenciamento ambiental do bloco FZA-M-59 foi solicitado originalmente pela BP Energy do Brasil, em 2014, e transferido para a Petrobras em 2020. A questão tem gerado debates no governo, e no início do mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a demora na liberação da pesquisa. Em entrevista a uma rádio de Macapá, Lula afirmou que o Ibama “parece um órgão contra o governo” por não liberar a licença.



