Cleilton de Oliveira Gomes, de 26 anos, confessou à Polícia Civil que estuprou Sara Raabe Silva do Nascimento, 5. Ele foi preso no domingo (22), em Altamira, sudoeste do Pará. O corpo da menina foi encontrado horas após a prisão em avançado estado de decomposição, assim que ele levou as forças de segurança até o local onde a vítima estava, no Ramal do Cupiúba. As informações são de O Liberal.
O delegado Fhilipe Barreto, responsável pela Delegacia de Homicídios de Altamira e pela investigação do caso, comentou sobre a situação. Ele revelou que Cleiton esteve nos últimos 10 dias frequentando o “Bar da Morena”, localizado nas proximidades da residência de Sara, no Ramal do Cupiúba. Durante esse período, ele interagiu com os moradores da região, incluindo os vizinhos e a família de Sara.
“O bar pertence a vizinha da mãe da Sara e que cuidava da criança antes dela desaparecer. Com esse tempo que ele passou no bar acabou sendo conhecido pelas pessoas da área. Ele ganhou a confiança dos moradores, dava pipoca para as crianças e pagava almoço para outras pessoas. Dois dias antes ele tinha dormido na casa da vizinha de Sara. No dia do crime ele chegou a ir até a casa da Sara, mas os moradores o expulsaram, afirmando que era para ele procurar outro lugar para dormir”, contou.
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Nas proximidades do estabelecimento, há um igarapé situado a aproximadamente 300 metros. Foi nesse local que, segundo o delegado, Cleilton sequestrou Sara no dia 18 deste mês, data em que ela foi morta, enquanto a criança brincava com outras crianças.
“A mãe da Sara estava trabalhando e quem cuidava dela naquele momento era a dona do bar, vizinha da criança. Ele (suspeito) nos disse que chamou a criança para ir no mato, num momento de desatenção das outras pessoas, e depois andou com ela no colo por quase uma hora em uma área de igapó (trecho de floresta invadido por enchentes). Depois ele confessou que estuprou a Sara e a matou asfixiada enquanto ela pedia por ajuda”, detalhou Barreto.
A conexão de Cleilton com o sequestro de Sara foi estabelecida por meio do depoimento do irmão dela, que estava presente no local onde a criança desapareceu. “Por meio de uma escuta especializada, ele nos relatou ter visto Cleilton se afastando para o mato com a irmã, acreditando que ambos estavam indo pegar minhocas”, afirmou o delegado. As buscas por Sara e a caçada a Cleilton iniciaram no mesmo dia em que ela desapareceu.
PRISÃO
Rebeca Mendes, secretária de Segurança Pública de Altamira, detalhou a atuação da Guarda Municipal no caso, que foi a primeira equipe a localizar e prender o suspeito. “Ele foi avistado consumindo bebida em um bar, e uma mulher presente no local informou sobre sua localização. A Guarda Municipal estava em rondas no bairro Viena e se dirigiu até o local, onde a captura ocorreu até a chegada da Polícia Militar”, comentou.
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Segundo o delegado Fhilipe, Cleilton informou à polícia que passou três dias em uma floresta entre o bairro Viena e o Ramal do Cupiúba. Ao deixar a floresta no domingo (22), ele foi até a casa de um amigo, que não estava presente, e furtou roupas de um varal, colocando-as em uma sacola. Os moradores o reconheceram, o que facilitou sua prisão. Assim que detido, Cleilton levou as autoridades até o local onde o corpo de Sara foi encontrado.
“Ele afirmou que pretendia fugir para a Gleba Assurini e que agiu sozinho, sem ajuda de ninguém. Cleilton disse que havia bebido no dia do crime, mas estava ciente de suas ações. Ele mencionou que, se não fosse por Sara, teria atacado outra criança que estava no igarapé”, acrescentou o delegado.
Para dar continuidade às investigações, a Polícia Civil solicitou duas perícias: uma sexológica e outra de necropsia. Cleilton de Oliveira Gomes permanece preso e aguarda a audiência de custódia, enfrentando acusações de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável.
Com informações O Liberal



