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Sem alguns políticos identificados pelo eleitorado de direita, manifestação critica Lula e STF em Belém

Nos últimos dias, circulou a informação sobre uma possível chapa ao governo do Pará que teria Dr. Daniel como candidato e Mário Couto como vice, supostamente mencionada em articulações atribuídas a Flávio Bolsonaro

A manifestação “Acorda Brasil” reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã deste domingo (1º), em Belém, em protesto contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as principais reivindicações estavam o impeachment de Lula e dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro e a liberdade de Bolsonaro.

O ato em Belém integra uma série de mobilizações convocadas por grupos conservadores em diversas cidades do país, com pautas voltadas à oposição ao governo federal e críticas ao STF.

Na capital paraense, a concentração teve início na escadinha do Cais do Porto e seguiu em caminhada pelas ruas do centro da cidade. Participaram do ato o deputado federal Éder Mauro e o ex-senador Mário Couto, que é pré-candidato ao governo do Pará. Também estiveram presentes os vereadores Mayk Vilaça e Agatha Barra, o deputado estadual Rogério Barra e o deputado federal Delegado Caveira, todos filiados ao PL.

Apesar da mobilização, o evento não contou com a presença de alguns políticos identificados pelo eleitorado de direita no estado. O deputado federal Joaquim Passarinho e o vereador de Belém Zezinho Lima, ambos do PL, não participaram do ato na capital paraense. Passarinho esteve em Brasília, onde também houve manifestação. Já Zezinho Lima- aquele que tatuou a imagem de Bolsonaro no braço direito- viajou a São Paulo para participar do ato realizado na Avenida Paulista, que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro, apontado como possível pré-candidato à Presidência da República.

A manifestação em São Paulo não teve a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nem de Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente.

Os ausentes

No Pará, também chamou atenção a ausência do senador Zequinha Marinho (Podemos), que tem histórico de defesa de pautas alinhadas às críticas ao governo Lula e a ministros do STF, mas não compareceu ao ato, nem em Belém nem em outras capitais.

Outro nome citado nos bastidores é o do pré-candidato ao governo do estado Daniel Santos, conhecido como Dr. Daniel (PSB). Embora integre um partido da base do governo Lula e não defenda as pautas do movimento, ele tem atraído parte do eleitorado bolsonarista por sua posição de oposição ao governador Helder Barbalho.

Nos últimos dias, circulou a informação sobre uma possível chapa ao governo do Pará que teria Dr. Daniel como candidato e Mário Couto como vice. A composição teria sido mencionada em articulações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro, que posteriormente afirmou que o documento divulgado não reflete posições pessoais suas, mas sim opiniões e especulações apresentadas por lideranças locais.

Mário Couto, no entanto, negou veementemente a possibilidade de integrar a chapa e declarou ser “o único candidato de direita e apoiado pela direita” na disputa estadual.

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