Seis paraenses estão entre os mortos na megaoperação no Rio de Janeiro; saiba quem são
Ação policial no Rio de Janeiro deixou 120 mortos e resultou na prisão de outros cinco paraenses. Delegado-geral do Pará confirma colaboração da inteligência estadual na identificação de foragidos com mandados de prisão em aberto.
Uma megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28) no Rio de Janeiro deixou ao menos 120 mortos e revelou um forte elo interestadual entre facções criminosas. De acordo com informações da inteligência da Polícia Civil fluminense, onze paraenses estavam entre os alvos identificados — seis deles morreram durante os confrontos e cinco foram presos.
Entre os mortos, estão Lucas da Silva Lima (“LK”), Jhonata de Lima Albuquerque (“Turista”), Gilberto Nascimento (“Bigodinho”), Nailson Miranda (“Mujuzinho”), Ednelson da Silva Abreu (“Caboco”) e Wesley Martins e Silva, conhecido como “PP”. Este último era apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Pará, exercendo o papel de conselheiro-geral da facção no estado.
Outros cinco paraenses — Rodrigo de Jesus Coelho (“RD”), Joelison de Jesus Barbosa (“Fuzuê”), Damilson Lopes (“DAM”), Helison Cauã Oliveira e Flávio Henrique dos Santos — foram presos durante a ação e devem responder por crimes como tráfico de drogas, homicídio e associação criminosa.
Colaboração entre polícias do Pará e do Rio de Janeiro
Em entrevista ao jornalista Wesley Costa, o delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassuly, confirmou que equipes da inteligência da PCPA estiveram recentemente no Rio de Janeiro para colaborar com as autoridades locais. O objetivo, segundo ele, foi mapear e localizar foragidos paraenses com mandados de prisão decretados pela Justiça estadual.
“Recentemente, nossos policiais civis da inteligência estiveram no Rio de Janeiro colaborando com informações com o objetivo de prender faccionados foragidos do Pará, pois têm mandados de prisão decretados contra eles pela Justiça paraense”, explicou o delegado.
“Muitos desses criminosos são responsáveis por emitir ordens de extorsão contra comerciantes e ataques a agentes de segurança pública no Pará. Eles fogem para o Rio, mas continuam sendo monitorados e identificados nos inquéritos da Polícia Civil”, acrescentou.
Segundo Benassuly, a integração entre as polícias tem sido essencial para rastrear lideranças e braços operacionais que, mesmo fora do estado, seguem influenciando ações criminosas na Região Metropolitana de Belém e no interior.
Objetivo da operação
As autoridades fluminenses informaram que a operação teve como meta desarticular uma aliança interestadual de facções, que utilizava o Rio de Janeiro como base logística para articulações e lavagem de dinheiro provenientes do tráfico de drogas.
A ação contou com apoio de forças de segurança estaduais e federais, incluindo a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal, além de monitoramento aéreo e interceptações de comunicações criminosas.
No Pará, a Polícia Civil mantém o monitoramento das repercussões e investiga se há conexões diretas entre os paraenses mortos na operação e crimes recentes registrados em Belém e região metropolitana, especialmente casos de extorsão, tráfico e ataques a agentes públicos.
“Seguimos investigando as ramificações dessas organizações criminosas que operam de forma interestadual. O intercâmbio de informações entre os estados é fundamental para o combate efetivo a essas estruturas”, finalizou o delegado-geral.



