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Seis integrantes de facção criminosa condenados por extorsão em Igarapé-Miri, Pará

Seis integrantes do Comando Vermelho em Igarapé-Miri foram condenados por promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa. As penas foram determinadas para serem cumpridas em regime fechado e incluem também o pagamento de multas. Segundo a Polícia, os envolvidos extorquiam moradores e empresários da cidade de forma violenta.

Anderson Dias Gonçalves, Bruno Lobato Barbosa, Paulo Vitor Pinheiro Lopes, Samuel Cláudio Maciel dos Anjos e Rafaela Cardoso da Silva foram sentenciados a 20 anos de prisão e pagamento de 900 dias-multa, no valor de cinco salários mínimos por dia, sem direito a recorrer em liberdade e com a responsabilidade pelo pagamento das custas judiciais.

As penas foram calculadas considerando oito anos referentes à pena-base máxima do crime, mais um aumento de metade da pena pelo uso de armas com alto poder de fogo pela facção, além do acréscimo de mais 2/3 por atuarem em conexão com outras organizações criminosas de caráter transnacional.

Luana da Costa Portilho, outra integrante da facção, foi sentenciada a 17 anos e seis meses de reclusão, além do pagamento de 650 dias-multa.

A investigação, realizada pela Delegacia de Repressão às Facções Criminosas (DRFC/DRCO), teve início com a prisão de Klacirlene Vale de Araújo. Segundo a polícia, ela atuava como “orientadora-geral” da organização criminosa no Pará e possuía informações de cadastro de diversos integrantes.

As investigações revelaram que os réus estavam envolvidos em crimes como extorsão, homicídios, torturas, invasões de conjuntos habitacionais e tráfico de drogas. A Vara de Combate ao Crime Organizado de Belém concluiu que a materialidade do crime de integrar organização criminosa estava comprovada pelo conjunto probatório apresentado na denúncia do Ministério Público.

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