O influenciador cametaense Parente Luy publicou uma série de vídeos nas redes sociais afirmando ter sido autuado por fiscais do Ibama pelo uso de um mundé, armadilha artesanal usada há gerações por ribeirinhos como parte das práticas de subsistência na Amazônia. A fiscalização, segundo ele, teria ignorado o contexto cultural da técnica, amplamente reconhecida nas comunidades tradicionais do interior do Pará.
Visivelmente abalado durante a abordagem, Luy disse acreditar que está sendo perseguido pelo simples fato de ser ribeirinho. Ele relatou que fiscais teriam utilizado vídeos antigos para justificar o auto de infração.
“Eles já estavam na minha cola. Disseram que eu me tornei uma ameaça porque denuncio as coisas que acontecem. Pegaram vídeos antigos para montar essa autuação”, afirmou. Ele também declarou não ter condições financeiras de pagar a multa imposta. “Da onde vou tirar dinheiro? Isso acontece sempre com os ribeirinhos, que são oprimidos e atacados.”
Em outro vídeo, o influenciador aparece chorando e negando qualquer prática de maus-tratos a animais. Ele reforça que o mundé faz parte das tradições de sua comunidade e que nunca matou espécies proibidas. “Virou crime ser ribeirinho? Eu solto os bichos pequenos. Não sirvo nada que não seja para alimentação”, completou.
Luy também mencionou possíveis motivações políticas e chegou a citar o governo estadual ao afirmar que tentam “procurar uma brecha” para prejudicá-lo.
Até o momento, o Ibama não divulgou posicionamento oficial sobre o caso.



