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Relembre 4 acontecimentos de grande repercussão no Pará no primeiro semestre de 2020

Os primeiros seis meses do ano já passaram. Metade de 2020 já foi vencido e cá entre nós, não foi fácil, estamos no meio da maior pandemia – desde a gripe espanhola no início do século XX – provocada por um vírus que surgiu em um mercado chinês e se espalhou pelos mais longínquos cantos do planeta nos dizendo “stop” e trazendo cenas assustadores de caos em hospitais de algumas cidades. Com certeza a pandemia provocada pelo novo coronavírus é o fato mais marcante do primeiro semestre de 2020.

Mas antes disso, tivemos outros casos – infelizmente de violência- , que prenderam a atenção e chocaram os paraenses. É o caso das mulheres violentadas e mortas por um adolescente em Marituba, na região metropolitana de Belém.

Outro caso de violência de grande repercussão foi o assassinato do empresário Amintas Pinheiro dentro do seu carro em uma das mais importantes avenidas da Grande Belém.

E é claro que não dá para esquecer das denuncias de irregularidades em contratados durante a pandemia estabelecidos pelo governo Helder Barbalho e que virou caso de polícia.

Os acontecimentos serão resumidos e apresentados em ordem cronológica. Vamos ao trabalho ( e a leitura).

1 – MULHERES VIOLENTADAS PELO MANÍACO DE MARITUBA

O ano ainda nem bem havia começado quando surgiram as primeiras notícias de desaparecimento de mulheres na região metropolitana de Belém. Os familiares de Samara Mescouto e Jennyfer Monteiro pediram ajuda nas redes sociais para localizá-las e logo ganhou repercussão e começou a mobilização das autoridades policiais. Estávamos diante de um maníaco que atacava mulheres em Marituba.

Samara e Jennyfer trabalhavam com serviços de estética em domicilio e desapareceram após irem realizar atendimento em Marituba. Essas coincidências serviram de norte para o começo das investigações.

Samara Mescouto desapareceu no dia 10 de janeiro. Seu corpo foi encontrado no dia 12 de janeiro em um terreno baldio próximo a casa do maníaco, em Marituba. Por causa do estado adiantado de putrefação do seu corpo, não houve velório. Samara deixou dois filhos pequenos, sendo um ainda de colo.

Samara Mescouto, vítima do Maníaco de Marituba.

Um dia antes de encontrarem o corpo de Samara, Jennyfer Monteiro e sua irmã foram atacadas nas matas do Uriboca. A irmã de Jennyfer conseguiu escapar e foi até a delegacia de Marituba. O corpo de Jennyfer foi encontrado com marcas de abuso sexual e espancamento. Ela foi internada no hospital Metropolitano em estado grave. Faleceu no dia 23 de janeiro com 19 anos de idade.

Jennyfer Monteiro, vítima do Maníaco de Marituba

No dia 13 de janeiro o maníaco de Marituba foi preso junto com um comparsa. O autor dos crimes era um adolescente de 17 anos. De acordo com a polícia, o adolescente foi detido algumas vezes por roubo e foi liberado do centro de internação adolescente no dia 17 de dezembro de 2019.

Maníaco de Marituba e seu comparsa

Ele atraia as mulheres dizendo que estava buscando serviço de beleza usando perfil feminino na internet. Pelo menos dez casos de mulheres atraídas pela falsa promessa de emprego, agredidas e violentadas foram registrados pela polícia.

2 – MORTE DO EMPRESÁRIO AMINTAS PINHEIRO

O empresário Amintas Pinheiro foi morto dentro de seu carro quando voltava para sua casa, em Ananindeua. O carro da vítima foi seguido por outro veículo e na avenida Centenário, no bairro do Mangueirão, o empresário foi alvejado a tiros.

A vítima chegou a ser socorrida e levada para um hospital particular, em Belém, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A partir daí, uma força tarefa foi montada pela polícia civil do estado para elucidar o caso. Não tratava de um homicídio comum e nem de um acerto de contas. Quem estava por trás do crime?

Na última sexta-feira, 03, foi transferido do Ceará para Belém Antônio Silva Cordovil, conhecido como Tonico, ele é acusado de ser o mandante do latrocínio que vitimou Amintas. De acordo com a polícia, Tonico era companheiro da prima da vítima e tinha acesso a informações privilegiadas. Antes dele, 8 envolvidos no crime já haviam sido presos.

Amintas Pinheiro era dono de uma rede de ensino na Grande Belém e marido da deputada estadual Nilse Pinheiro.

Amintas Pinheiro e sua esposa, Nilse Pinheiro, deputada estadual

3 – PANDEMIA PELO NOVO CORONAVÍRUS

Essa é a grande preocupação mundial desde o início de 2020. O surto começou em um mercado de Wuhan, na província de Hubei, na China. Devido ao controle do governo chinês, o mundo tinha poucas informações sobre o que estava acontecendo. Aos poucos as informações foram chegando, ainda que houvesse censura provocada pelo partido comunista, e descobrimos que se tratava de um novo vírus.

De repente, o mundo passou a falar apenas uma palavra: coronavírus. O vírus invisível que parou a humanidade.

Aqui no Pará não foi diferente, o primeiro caso de Covid-19 foi confirmado no dia 18 de março. O primeiro óbito no dia 01 de abril. Belém parou. Os meses de abril e maio foram o ápice de casos no estado. Na capital, a rede pública e privada ficou no limite. Moradores mais ricos, procuraram leitos em outros estados. No Abelardo Santos, populares com sintomas de Covid-19 tentaram invadir a unidade hospitalar em busca de atendimento. Na frente do hospital de campanha do Hangar, pessoas agonizavam.

Frente lotada do hospital Abelardo Santos durante o auge pandemia

No dia 10 de maio, foi decretado lockdown em Belém e mais 10 municípios do Pará. Depois outras cidades do interior tomaram o mesmo caminho, o lockdown na região metropolitana durou até o dia 31 de maio.

Os dados sobre a Covid-19 no Pará até o momento confirmam 113.811 casos e 5.096 óbitos.

4 – ESCÂNDALOS DO GOVERNO HELDER BARBALHO

O governo Helder Barbalho vem colecionando sucessivos escândalos durante essa pandemia. O governador que condecora ele mesmo e se empolgou com apelido de “Rei do Norte”, descarrilou feio quando foram surgindo as denúncias de suspeitas de superfaturamento, com dispensa de licitação, baseadas no decreto de calamidade pública no estado.

O de maior repercussão foi o caso dos respiradores chineses comprados pelo governo do Pará através da empresa SKN do Brasil. O Governo gastou cerca de R$ 50 milhões para compra de 400 kits de respiradores para serem usados nos hospitais do estado. No entanto, profissionais de saúde denunciaram nas redes sociais que os equipamentos não funcionavam,o governo desmentiu, depois admitiu que os respiradores eram imprestáveis.

Antes do respiradores quebrados, teve o caso das cestas de alimentação que seriam fornecidas aos alunos da rede estadual. O contrato foi firmando com a empresa Kaizen no valor de mais de R$ 73 milhões. Cada cesta básica sairia pelo valor de R$138,00, acima do valor de mercado, e a empresa teria capital social de R$79 mil. O contrato foi desfeito.

Quem não lembra do completo de R$19,00? Pois é, o suco e o salgado com esse valor causou repercussão nas redes sociais, o que levou o governo do estado a cancelar o contrato.

Além desses, tivemos o caso dos hospitais de campanha, empréstimo internacional, a tentativa de implantar censura, toucas com valor 400% acima do mercado, garrafas PET, aluguel de ambulância por R$ 245 mil,etc.

O caso dos respiradores e da cesta de alimentação da SEDUC viraram caso de polícia com operação de busca e apreensão na casa de Helder Barbalho e de secretários de estado, com direito a apreensão de carro de luxo, cifras elevadas de dinheiro e obras de arte. Já o contrato das garrafas PETs, gerou manifestação do Ministério Público do estado, que pediu afastamento do secretário de Saúde, Alberto Beltrame. A justiça do estado determinou a quadra dos sigilos bancário e fiscal de Beltrame.

Na última semana, Alberto Beltrame pediu afastamento do cargo.

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