O Pará registrou um crescimento significativo na participação das classes A, B e C em sua estrutura social. Entre 2022 e 2024, a proporção da população nessas faixas de renda passou de 51,25% para 59,71%, um avanço de 8,46 pontos percentuais, de acordo com estudo divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
As classes consideradas no levantamento incluem a classe A, com renda acima de 20 salários mínimos, a classe B, com renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos, e a classe C, com renda entre 4 e 10 salários mínimos. O resultado indica uma ampliação da chamada classe média no estado, com reflexos diretos no consumo, no mercado de trabalho e na economia local.
Em nível nacional, o estudo da FGV aponta que 17,4 milhões de brasileiros saíram da pobreza e passaram a integrar classes de maior renda no mesmo período, o que representa um crescimento de 8,44 pontos percentuais em todo o país.
Renda do trabalho e políticas públicas
Segundo a FGV, o avanço observado no Pará e no Brasil foi impulsionado principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas voltados ao acesso à educação, qualificação profissional e crédito.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que os dados confirmam a efetividade das ações direcionadas à população de baixa renda. “A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, destacou.
Impactos econômicos e sociais
Especialistas avaliam que a ampliação das classes A, B e C tende a gerar efeitos positivos na economia paraense, como maior consumo interno, fortalecimento do comércio e dos serviços, além de maior arrecadação tributária. Ao mesmo tempo, o crescimento da renda média impõe desafios relacionados à manutenção do crescimento econômico, à qualificação profissional e à redução das desigualdades regionais.
O estudo da FGV reforça que a consolidação desse avanço depende da continuidade das políticas de inclusão produtiva, da geração de empregos formais e da ampliação do acesso à educação e ao crédito no estado.



