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Projeções de PIB em 2022 têm sido revistas para cima, diz diretor do BC

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Abry Guillen, destacou nesta segunda-feira, 11, que as projeções para o crescimento do País em 2022 têm sido revistas para cima, enquanto as estimativas para 2023 e 2024 têm caído. Ele deu as declarações durante evento virtual promovido pelo Credit Suisse.

De acordo com Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda, a mediana para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 passou de 1,51% para 1,59%. Há um mês, a estimativa era de 1,42%. Já a estimativa para a expansão do PIB em 2023 permaneceu em 0,50%. Para 2024, a estimativa oscilou de 1,81% para 1,80%.

Guillen apontou ainda que há uma redução na projeção de inflação de administrados, que eram afetados por bandeiras tarifárias de eletricidade e pela alta gasolina – antes das medidas tomadas pelo governo para redução da carga tributária sobre combustíveis.

No Focus de hoje, a projeção para os preços administrados em 2022 despencou de 3,51% para 2,20%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 6,09%.

O diretor do BC reconheceu que o IPCA em 12 meses segue rodando em níveis altos, com ênfase no setor de serviços. Já os preços das commodities têm comportamento heterogêneo, com as “energéticas subindo, agrícolas de lado e metálicas caindo”. Diogo Guillen também disse que a estratégia de política monetária não implica em uma “inconsistência intertemporal”, mesmo que as projeções da autarquia para a inflação no horizonte relevante estejam abaixo das expectativas do mercado.

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