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Presidente do Remo afirma que custo para contratar jogadores no Norte é mais alto

Tonhão aponta calendário apertado, logística e resistência de atletas como desafios no retorno do clube à Série A após 32 anos

De volta à elite do futebol brasileiro após 32 anos, o Clube do Remo terá pela frente desafios que vão além das quatro linhas. Em entrevista ao Estadão, o presidente do clube, Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, afirmou que a mudança no calendário do futebol nacional dificultou o planejamento azulino para a temporada e elevou os custos para montagem do elenco que disputará a Série A.

Com o novo formato, o Campeonato Brasileiro terá início já no fim de janeiro, o que, segundo o dirigente, prejudicou diretamente o clube paraense. “No momento em que o Remo volta para a Série A, a competição começa logo no primeiro mês do ano. Isso dificultou bastante o nosso planejamento para montar um elenco adequado para uma outra divisão. Essa mudança de calendário foi maléfica para o Remo”, afirmou.

Outro obstáculo citado por Tonhão é a dificuldade de atrair jogadores para atuar no Norte do país. As longas viagens ao longo da temporada e questões pessoais pesam na decisão dos atletas, o que acaba elevando o custo das negociações. “O jogador para vir para cá tem um custo bem mais elevado”, resumiu o presidente.

Segundo ele, embora muitos atletas não verbalizem diretamente a resistência em morar em Belém, o clube percebe esse receio nos bastidores. “Eles ouvem a família, se preocupam com escola dos filhos, com o custo da moradia, que não é barato. Belém não é uma cidade litorânea. No ano passado, tive um jogador que preferiu atuar em outro clube da Série B, ganhando menos, porque a esposa queria morar em uma cidade praiana”, relatou.

Diante do impacto logístico, o Remo chegou a solicitar apoio financeiro à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para ajudar nos custos de deslocamento ao longo da competição, já que o clube terá uma das maiores distâncias médias de viagem entre todos os participantes da Série A.

Além disso, o dirigente confirmou um aumento significativo nos investimentos. A folha salarial do elenco teve crescimento de cerca de 80%, reflexo da exigência técnica da competição. Tonhão também comentou a permanência de Marcos Braz como executivo de futebol e explicou que a escolha do colombiano Juan Carlos Osório como treinador seguiu critérios de experiência e perfil compatível com o desafio da elite.

Apesar das dificuldades, a diretoria aposta no fator casa como diferencial. O presidente destacou a expectativa em torno do “efeito Mangueirão”, com o estádio lotado impulsionando o time na campanha.

O Remo estreia no Campeonato Brasileiro contra o Vitória, em Salvador, na data-base de 28 de janeiro, dando início a uma temporada histórica para o clube e sua torcida.

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