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Prefeitura de Belém paralisa obra e causa transtornos a moradores da avenida Bernardo Sayão

Interrupção desde novembro provoca alagamentos, retorno de esgoto e prejuízos a famílias no bairro do Jurunas

Moradores da avenida Bernardo Sayão, no bairro do Jurunas, em Belém, convivem há meses com uma rotina de insegurança, alagamentos e prejuízos após a paralisação de uma obra na via. Desde novembro do ano passado, o esgoto passou a retornar e, nos períodos de maré alta, a água invade casas da região, atingindo pátios, salas e quartos.

Em condições normais, o trecho da Bernardo Sayão registra fluxo intenso de veículos. Para quem vive no local, no entanto, o cenário tem sido de medo e incerteza. Com a obra interrompida, moradores relatam que o sistema de drenagem deixou de funcionar adequadamente, fazendo com que a água suja volte pelos ralos e tome conta da rua.

Na casa do aposentado Silvério Pereira dos Passos, a água contaminada invade todos os cômodos. O mau cheiro é constante e o risco à saúde preocupa a família. Para evitar a perda de móveis e eletrodomésticos, foi necessário improvisar estruturas dentro da residência. A geladeira, por exemplo, precisou ser colocada sobre calços para não ser danificada.

“A água não entrava assim antes. Lá embaixo não alagava”, relata o aposentado.

As adaptações improvisadas atravessam os cômodos e evidenciam a gravidade da situação. Idosos estão entre os mais afetados, principalmente aqueles com dificuldade de locomoção. É o caso de Maria do Socorro dos Passos, aposentada que se recupera de um AVC. “Não tem como não prejudicar”, afirma.

Durante os períodos de maré alta, o problema se agrava ainda mais. Em uma das residências, o proprietário precisou comprar bloquetes para conseguir acessar o imóvel, já que a rua permanece constantemente alagada.

Imagens aéreas feitas por moradores mostram o avanço da água e a proximidade com o canal da avenida. Segundo relatos da comunidade, a situação está diretamente relacionada à paralisação das obras de duplicação da Bernardo Sayão, que não apresentam avanço desde o fim do ano passado.

De acordo com os moradores, parte das casas do entorno foi demolida durante a obra, e os entulhos ficaram acumulados sobre o canal, impedindo o escoamento do esgoto e da água da chuva. Com isso, o refluxo passou a invadir as residências que permaneceram na área.

Além dos alagamentos, a região também virou ponto irregular de descarte de lixo, o que agrava o entupimento do canal e aumenta os riscos sanitários. Para quem vive na avenida, a cobrança é por uma solução definitiva que devolva segurança, mobilidade e condições dignas às famílias afetadas.

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