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Prefeito de Acará é impedido de entrar em audiência pública sobre aterro sanitário em Bujaru

Protesto contra Central de Tratamento de Resíduos gerou tensão e confronto com forças de segurança

O prefeito de Acará, Pedrinho da Balsa (MDB), foi hostilizado e impedido de entrar no ginásio municipal de Bujaru, onde seria realizada, na tarde desta sexta-feira (20), uma audiência pública para discutir a instalação de aterros sanitários nos dois municípios, no nordeste do Pará. Manifestantes que ocupavam o local acusaram o gestor de “traição”.

Por volta das 15h, moradores e representantes de comunidades da região realizaram uma caminhada que saiu da Câmara Municipal em direção ao ginásio, onde ocorreria a audiência. Ao chegarem ao local, parte do grupo foi impedida de entrar, o que gerou tensão e confronto com as forças de segurança presentes.

A audiência pública foi convocada para debater a instalação de uma Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pela empresa Ciclus Amazônia S.A.. O empreendimento está projetado para ser implantado no imóvel rural conhecido como “Casinha”, com cerca de 375 hectares, às margens da rodovia PA-483 (Alça Viária), que liga municípios da Região Metropolitana de Belém.

Embora a área esteja situada entre os territórios de Acará e Bujaru, o projeto prevê o recebimento, tratamento e destinação final de resíduos provenientes de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides e Barcarena, além dos próprios Acará e Bujaru.

Os rejeitos incluiriam resíduos sólidos urbanos, industriais, de serviços de saúde e da construção civil. Segundo moradores, além do grande volume de lixo previsto, o empreendimento pode aumentar significativamente o fluxo de caminhões na rodovia e ampliar os riscos ambientais na região.

Para as comunidades afetadas, a Central de Tratamento de Resíduos é vista como um “lixão”, com potencial de impactos socioambientais. Lideranças locais também questionam o processo de licenciamento ambiental conduzido pelo governo estadual, apontando possíveis irregularidades.

O projeto da Ciclus Amazônia S.A. deverá substituir o aterro sanitário de Marituba, que tem previsão de encerramento das atividades em 2027.

Até o momento, não houve confirmação oficial sobre a continuidade ou remarcação da audiência pública após os episódios de tensão.

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