O Pará, que hoje abriga uma população projetada de 8,664 milhões de habitantes, deverá alcançar seu ápice populacional em 2048, antes de iniciar um ciclo de declínio. Essa previsão foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sua primeira revisão das projeções populacionais nacionais com base nos dados do Censo Demográfico de 2022.
O estado será o oitavo no país a encerrar mais tarde seu ciclo de crescimento demográfico, uma tendência que reflete o cenário nacional. Conforme o estudo do IBGE, o Brasil como um todo deve parar de crescer oficialmente em 2042, quando atingirá 220,4 milhões de habitantes. A partir de então, a população brasileira começará a encolher, acompanhando a queda contínua na taxa de fecundidade, que caiu de 2,32 filhos por mulher em 2000 para 1,57 em 2023, e deverá recuar ainda mais, para 1,44 em 2040.
A análise detalha que o Pará, que já mostra sinais de envelhecimento populacional, também terá que se adaptar a essa nova realidade demográfica. A expectativa de vida no estado alcançou em 2024 o patamar de 76,3 anos, uma das mais altas já registradas, com os homens vivendo em média até 73,3 anos e as mulheres até 79,4 anos.
As projeções populacionais do IBGE utilizam uma vasta gama de dados, incluindo os censos demográficos mais recentes, estatísticas de nascimentos e óbitos, e informações sobre migração. Esses cálculos são essenciais para a formulação de políticas públicas, uma vez que permitem antecipar mudanças nos padrões demográficos, como o envelhecimento da população e a redução na força de trabalho.
Para além do Pará, a tendência de declínio populacional já começa a ser observada em outros estados. Alagoas e Rio Grande do Sul, por exemplo, devem iniciar a retração demográfica já em 2027, seguidos pelo Rio de Janeiro em 2028. A maior economia do país, São Paulo, enfrentará esse desafio a partir de 2037, enquanto Rondônia será o primeiro estado da Região Norte a parar de crescer, em 2041.



